O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen, disse que as imunidades legais das autoridades das Nações Unidas não devem proteger as atividades de espionagem, dias depois que pelo menos 11 funcionários da ONU foram presos na capital Sanaa.
A ONU disse no domingo que os rebeldes houthi invadiram suas instalações em Sanaa e prenderam os funcionários da ONU após uma greve israelense que matou o primeiro-ministro do governo de Houthi e vários outros ministros.
O ministério também acusou a ONU de preconceito, dizendo que condenou “medidas legais tomadas pelo governo contra células espiões envolvidas em crimes”, mas não denunciaram o ataque israelense, informou a agência de notícias Houthi, Saba, na quarta-feira.
O Iêmen tem sido dividido entre um governo houthi em Sanaa e um governo apoiado pela Arábia Saudita em Aden desde que os houthis alinhados ao Irã apreenderam Sanaa no final de 2014, desencadeando um conflito de uma década.
O ministério acrescentou que o Iêmen respeitava “a Convenção de 1946 sobre os privilégios e imunidades das Nações Unidas … enquanto enfatiza que essas imunidades não protegem as atividades de espionagem ou aqueles que se envolvem nelas, nem fornecem cobertura legal”, acrescentou.
No domingo, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que os houthis entraram à força de instalações do Programa Mundial de Alimentos, apreenderam a propriedade da ONU e tentaram entrar em outros escritórios da ONU na capital. Reuters


















