LIMA – As escolas em Lima estão fechadas, as forças armadas estão transportando cidadãos e o governo pediu aos empregadores que incentivassem o trabalho remoto, enquanto as empresas de transporte público iniciavam uma greve na quinta-feira para exigir mais ações contra o aumento da criminalidade e da extorsão.
Esta é a segunda greve nos transportes em duas semanas e, desta vez, os sindicatos de todo o país apelaram a uma greve de 72 horas. Os centros comerciais e mercados ao redor de Lima também fecharam as portas em apoio aos protestos, com os empresários afirmando que também enfrentam extorsão por parte do crime organizado.
“O protesto é sobre a questão da insegurança, que atingiu um nível tal que os comerciantes também são vítimas de extorsão”, disse Katherine Gomez, líder de um grupo de comerciantes num distrito ao norte de Lima.
No final de setembro, o governo declarou estado de emergência em 14 distritos ao redor de Lima para permitir que os militares ajudassem a polícia a combater o crime, depois de as empresas terem afirmado que o estado estava “perdendo a batalha” contra o crime organizado.
Na segunda-feira, quatro pessoas em um pequeno ônibus, incluindo o motorista, morreram na província de Callao, perto de Lima. Pelo menos outras seis pessoas foram mortas em casos de extorsão desde o final de agosto, segundo a polícia.
Em 2023, a polícia prendeu 289 pessoas por extorsão, um aumento de 165% em relação a 2022, segundo dados do Ministério do Interior.
O primeiro-ministro Gustavo Adrianzen disse na noite de quarta-feira que 10 mil policiais e militares monitorariam a greve dos motoristas, cujos líderes anunciaram que marchariam até o Congresso no centro de Lima. REUTERS


















