TÓQUIO – Gerações dos principais académicos e líderes do país passaram por ela no seu caminho para a construção de uma sociedade avançada.
Agora, o Portão Akamon, o característico portão vermelho do campus da Universidade de Tóquio, no centro de Tóquio, corre o risco de desabar.
Especialistas em sísmica consideraram que o portão, que remonta a quase 200 anos, enfraqueceu a ponto de poder desabar em caso de um grande terremoto ou de ventos com força de tufão.
O portão do campus Hongo no distrito de Bunkyo está fechado desde fevereiro de 2021 durante a realização de uma inspeção estrutural. A universidade pretende iniciar o trabalho de reforço a partir do próximo ano fiscal, no mínimo, com a esperança de reabri-la o mais rápido possível.
O Portão Akamon, oficialmente conhecido como “goshudenmon”, é a estrutura mais antiga remanescente no campus e foi designado como um importante bem cultural.
Foi construído em 1827 pelo Senhor Nariyasu Maeda do domínio Kaga, para receber sua nova noiva, filha do 11º shogun do Shougnate Tokugawa.
Originalmente parte da residência Edo do clã Maeda, permaneceu intacto quando o local se tornou parte da Universidade de Tóquio durante a era Meiji (1868-1912). Também sobreviveu ao Grande Terremoto de Kanto e aos ataques aéreos de Tóquio durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 2018, a Agência para os Assuntos Culturais solicitou que os proprietários ou administradores de bens culturais importantes implementassem reforços. Em resposta, a universidade contratou um especialista para realizar uma verificação visual da estrutura.
O perito constatou possíveis deteriorações na base dos pilares e nas juntas da cobertura, levando ao fechamento do portão por precaução.
O portão escapou da demolição quando uma inspeção mais detalhada feita por pesquisadores da universidade revelou que não havia danos extensos nas bases das colunas e que as juntas estavam suficientemente apertadas.
Mesmo assim, foi determinado que uma força forte de um terremoto ou um vento forte exercido sobre o portão poderia fazer com que ele desabasse para fora do campus, colocando em risco os pedestres na calçada.
Um fator é que o método de construção do telhado tornou-o extremamente pesado.
Ele pesa cerca de 200 a 220 kg por m², representando 80% das 40 toneladas estimadas de todo o portão. A fiscalização também constatou que o centro de gravidade fica ligeiramente no lado da rua do portão.
A universidade pretende melhorar a resistência sísmica do portão, reforçando as bases das colunas e tornando o telhado mais leve, reduzindo a quantidade de sujeira usada para fixar as telhas.
Como é importante encontrar primeiro um método que não prejudique o valor estético do portão, não existe um calendário para a restauração e reabertura.
“É doloroso que o portão permaneça fechado, mas queremos proceder aos reparos com cuidado para que possa ser preservado para as próximas gerações”, disse o professor Kaori Fujita, que esteve envolvido na inspeção. REDE DE NOTÍCIAS DO JAPÃO/ÁSIA


















