KIEV – O procurador-geral da Ucrânia disse na terça-feira que um comandante sênior da força aérea russa era suspeito de um ataque com mísseis a um hospital infantil no centro de Kiev em julho, que matou duas pessoas e causou grandes danos.
O procurador-geral Andriy Kostin não revelou o nome do indivíduo, mas disse que o Tribunal Penal Internacional em Haia já havia emitido um mandado de prisão contra ele.
Em março, o TPI emitiu um mandado de prisão para Sergei Kobylash, dizendo que ele era o comandante das forças de aviação de longo alcance da Rússia. O TPI disse na época que ele era suspeito de crimes de guerra, incluindo ordenar ataques ao sistema de energia da Ucrânia.
“Continuamos a investigação para encontrar outras pessoas responsáveis pelo ataque em Okhmatdyt”, Kostin disse aos repórteres, referindo-se ao hospital. Ele estava ao lado do promotor do TPI Karim Khan, que está em visita a Kiev.
De acordo com Kostin, o comandante ordenou o disparo de um míssil de cruzeiro Kh-101 lançado do ar por um bombardeiro russo às 10h45 do dia 8 de julho, dia do ataque.
Khan acrescentou que, segundo várias fontes, um míssil Kh-101 foi identificado, mas que estudos mais aprofundados são necessários.
A Rússia nega ter cometido crimes de guerra na Ucrânia e diz que não tem civis como alvo. Ela rejeitou mandados de prisão do TPI por crimes de guerra como parte de uma campanha ocidental tendenciosa para desacreditar a Rússia. REUTERS


















