KISUMU (Reuters) – Dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave, e foram levadas para um hospital próximo durante uma multidão em um serviço memorial ao líder da oposição queniana, Raila Odinga, no sábado, disse um funcionário da Cruz Vermelha queniana à Reuters.
Testemunhas da Reuters viram pessoas feridas sendo tratadas no local, na cidade de Kisumu, no oeste do Quênia, o centro político do povo Luo de Odinga. O jornal Standard noticiou no X que centenas de pessoas ficaram feridas.
Duas pessoas morreram e mais de 160 ficaram feridas no funeral de Estado de Odinga, em Nairobi, na sexta-feira, disse o grupo de ajuda Médicos Sem Fronteiras.
Odinga, uma figura-chave na política queniana durante décadas e ex-prisioneiro político que concorreu cinco vezes sem sucesso à presidência, morreu na quarta-feira aos 80 anos na Índia, onde estava em tratamento.
Ele comandou apoiadores entusiasmados no país da África Oriental, e a exibição pública de seu corpo na quinta-feira se tornou mortal quando a polícia abriu fogo para dispersar uma grande multidão que havia invadido os portões do estádio onde a cerimônia estava sendo realizada. Segundo a polícia, três pessoas morreram.
Seu corpo foi transportado de avião de Nairóbi para Kisumu no sábado para sua última exibição pública.
Multidões de pessoas foram vistas chorando e agitando bandeiras quenianas no Estádio Jomo Kenyatta, em Kisumu, com alguns empurrões e brigas.
Uma procissão rodoviária de Kisumu até a residência de Bond foi planejada, mas após o incidente o corpo será transportado de avião para Bond, informou o Standard. Reuters


















