A Microsoft Corporation informou que está cortando 650 empregos em sua unidade Xbox, a terceira demissão deste tipo neste ano, enquanto a empresa tenta controlar custos e integrar sua enorme aquisição da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões (S$ 90 bilhões).
Os papéis a serem eliminados são em “principalmente funções corporativas e de suporte”, de acordo com um memorando enviado à equipe pelo chefe do Xbox, Phil Spencer, em 12 de setembro. “Nenhum jogo, dispositivo ou experiência está sendo cancelado, e nenhum estúdio está sendo fechado como parte desses ajustes hoje.”
Os funcionários do Xbox estavam se preparando para mais reduções depois que a Microsoft cortou 1.900 empregos, muitos de unidades e estúdios da Activision, em janeiro. Em maio, a empresa anunciou o fechamento de quatro estúdios adquiridos como parte de sua compra de US$ 7,5 bilhões da ZeniMax — um dos quais acabou sendo vendido. Essas medidas, juntamente com a decisão de lançar alguns jogos do Xbox em consoles rivais, irritaram alguns fãs da plataforma e os deixaram questionando o comprometimento da Microsoft em criar conteúdo exclusivo atraente.
Foi um ano brutal para a indústria de jogos de forma mais ampla, pois ela conta com o aumento dos custos de desenvolvimento de jogos e o crescimento morno. A Sony Group Corporation, a Take-Two Interactive Software e a Electronic Arts estão entre as principais empresas globais que cortaram empregos e fecharam projetos importantes. A Sony cancelou neste mês o jogo de tiro multijogador de grande orçamento Concord apenas duas semanas após seu lançamento, mostrando pouca paciência para um jogo que começou devagar.
A Microsoft concluiu a aquisição da Activision em outubro, 21 meses após seu anúncio e após uma batalha contundente para obter autorização antitruste. A compra deu ao Xbox uma infusão de novos conteúdos e talentos, mas também um desafio para fazer o acordo valer a pena a longo prazo. BLOOMBERG


















