CONAKRY (Reuters) – O líder da junta militar guineense, Mamadi Doumbouya, anunciou na segunda-feira que concorrerá nas eleições presidenciais de 28 de dezembro, uma medida que poderá mantê-lo no poder por mais cinco anos.
Doumbouya prometeu não concorrer quando tomou o poder no país da África Ocidental em 2021. No entanto, uma nova constituição promovida pelo governo militar e aprovada num referendo em Setembro abriu a porta para Doumbouya concorrer.
A nova carta substitui um acordo acordado após o golpe que proibiu os membros da junta militar de participarem nas eleições.
Os candidatos presidenciais também devem residir na Guiné e ter entre 40 e 80 anos.
Como resultado, dois potenciais candidatos, o ex-presidente Alpha Conde (87), que vive no exterior, e a ex-primeira-ministra Cherou Dalaine Diallo (73), que está no exílio devido a acusações de corrupção, não poderão participar, mas ele nega.
Outros candidatos, incluindo o ex-primeiro-ministro Lansana Kouyate e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hajah Makale Camara, também apresentaram candidaturas e podem concorrer.
A Guiné tem as maiores reservas de bauxita do mundo e o depósito de minério de ferro subdesenvolvido mais rico do mundo, em Simandou. Reuters


















