Lealdade de Paquetá testada em meio ao interesse do Flamengo

O verão de Lucas Paquetá foi moldado por mais do que especulações de transferência, foi moldado pela memória, pela gratidão e por uma provação de dois anos que influenciou todas as suas decisões. O craque do West Ham admitiu que foi difícil para ele recusar o interesse do Flamengo no clube que o moldou, mas seu senso de lealdade ao West Ham ganha maior importância depois que o time londrino o apoiou durante a investigação da FA.

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Carga emocional e resolução grata

Paquetá foi inocentado por uma comissão reguladora independente em julho, após um longo processo que começou em 2023, colocando-o à beira de uma transferência de £ 85 milhões para o Man City. A intervenção destruiu os seus planos e a sua autoconfiança, e ele falou publicamente sobre o stress que o envolveu a ele e à sua família. Seu apreço pelo apoio do West Ham durante esse período tornou-se um fator decisivo em seu futuro.

Flamengo e Aston Villa mostraram interesse no final da janela, embora tenha sido a abordagem persistente de seu clube de infância que carregou o peso emocional. Paquetá contou à Globo como ocorreu o primeiro contato deles quando Marcos Braz ainda estava envolvido. “O primeiro momento (o Flamengo tentou contratar Paquetá) foi quando o (Marcos) Braz ainda estava no Flamengo, houve aquele contato”, disse.

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Retirada de serviço contra casa para o West Ham

Ele reconheceu que o desejo do Flamengo reflete seu carinho de longa data pelos gigantes cariocas. “Eu sei do desejo do Flamengo, e eles sabem do meu desejo, da minha paixão pelo clube, então é algo que está sempre presente”, disse Paquetá. A conversa se aprofundou à medida que a investigação ganhou impulso. “Assim que fui indiciado e todo o processo de julgamento estava prestes a começar, o Braz veio até minha casa, pediu em casamento e perguntou o que eu achava”.

Paquetá reconheceu que seus instintos estavam voltados para uma recuperação. “É claro que sempre quis voltar ao Flamengo, mas naquele momento ainda estava um pouco indeciso sobre o que iria fazer”. Ele então descreveu o momento em que a clareza chegou. “Aí também falei com o diretor do West Ham e disse: ‘Brage, quero voltar, sei que me sentiria bem no Flamengo, mas não posso ser ingrato ao clube que tanto me apoia.’”

Segundo Paquetá, o apoio ao West Ham era mais profundo do que o futebol. “Eles me apoiaram muito o tempo todo, me ajudando em diversas situações, então eu não poderia forçar minha saída de um lugar onde era bem recebido e respeitado. Mas sim, essa troca aconteceu com o Flamengo.

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Aceitação de intenções e prazos futuros

Paquetá revelou ainda que comunicou aos seus representantes seu desejo de longo prazo de retornar ao Flamengo. Ele expressou seu desejo a Philippe Luis, que hoje é treinador do clube. “Provavelmente nem deveria dizer isso, mas tive algumas conversas com o Filipe (Luis), que é um amigo, além do trabalho que está fazendo no Flamengo”, disse. Ele disse que seu valor de mercado e seu respeito pelo West Ham tornavam qualquer movimento este ano irrealista.

Ele admite que o momento não era o certo, mas está confiante de que o caminho acabará por se abrir. “Então deixei acontecer, e realmente não aconteceu. Entendi que não era o momento certo, mas sei que as portas estarão sempre abertas para mim. Sei que haverá esse retorno em algum momento.”

Por enquanto, Paquetá continua comprometido com o West Ham, determinado a retribuir a fé nele demonstrada e plenamente consciente dos laços pessoais que o mantiveram em Londres.

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