Durante a pandemia, J. Incapaz de lidar com a ansiedade causada pelo isolamento, passou a tomar antidepressivos sob orientação adequada de um psiquiatra. Quando a situação se normalizou, ele ficou feliz em abandonar o medicamento, mas sofreu um choque: ao parar de tomar o remédio, começou a apresentar graves disfunções sexuais. Pior: ele perdeu toda a sensibilidade nos órgãos genitais. M. Cheguei aos 30 anos sem orgasmo. Ao revisar seu histórico médico, ele descobriu que, aos 11 anos, havia usado antidepressivos e se perguntou se isso seria a causa de disfunção sexual persistente. O que J. e M têm em comum é uma condição pouco compreendida, mas que começa a chamar a atenção: a disfunção sexual pós-antidepressiva (disfunção sexual pós-ISRS ou PSSD). Para entender melhor o problema, conversei com o pesquisador Pedro Marinho, que faz doutorado em farmacologia na Universidade de Toronto (Canadá). Ele é seu co-autor Artigo Publicado recentemente em uma prestigiada revista científica Psiquiatria social e epidemiologia psiquiátrica.

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