WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira que está preocupado com o que chamou de retrocesso democrático da Geórgia e pediu uma investigação sobre as recentes eleições no país, que ele disse terem sido marcadas pelo uso indevido de recursos, coerção e intimidação dos eleitores.

CONTEXTO

De acordo com os resultados oficiais, o partido governante Georgian Dream obteve quase 54% dos votos de sábado, mas os partidos da oposição pró-Ocidente e o presidente da Geórgia disseram que o resultado foi fraudado. A comissão eleitoral central disse que recontaria os votos em cerca de 14% das assembleias de voto na terça-feira.

A União Europeia, a NATO e os Estados Unidos exigiram uma investigação completa dos relatos de irregularidades eleitorais levantados por monitores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e outros órgãos.

POR QUE É IMPORTANTE

Os governos ocidentais estão preocupados com o que consideram uma inclinação da Geórgia para longe da Europa e em direcção a Moscovo, mais de três décadas depois de a nação do Cáucaso ter conquistado a independência quando a União Soviética entrou em colapso.

CITAÇÕES PRINCIPAIS

“Fiquei profundamente alarmado com o recente retrocesso democrático do país”, disse Biden num comunicado divulgado pela Casa Branca.

“As eleições parlamentares de 26 de Outubro na Geórgia foram marcadas por numerosos abusos registados de recursos administrativos, bem como pela intimidação e coerção dos eleitores”, disse o presidente dos EUA.

Ele apelou ao governo georgiano para “investigar de forma transparente todas as irregularidades eleitorais” e revogar as leis que limitam a liberdade de reunião e expressão. REUTERS

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