
Dia histórico para a democracia brasileira, mas nova composição do STF pode mudar o jogo O que aconteceu nesta terça-feira (25) foi histórico: pela primeira vez na história brasileira, dentro das regras democráticas, militares foram presos para punir uma tentativa de golpe. O acontecimento é inédito e, ironicamente, aconteceu com base em uma nova lei aprovada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2021. Com os acontecimentos de hoje, o país está se reconciliando com seu passado e sua história. O Brasil enfrentou vários quartéis e golpes — a ascensão da república veio de um golpe liderado pelos militares. Assim, além de dar exemplo no exterior, o Brasil mostra que não há lugar para isso hoje em 2025. Leia mais Moraes ordena cumprimento de sentença de Bolsonaro; Ele permanecerá na PF, veja o que disse a defesa dos réus depois que a PF e o Exército prenderam os ex-ministros Bolsonaro Augusto Heleno e Paulo Sergio Nogueira em Brasília e ordenaram o início da pena de Moraes. Apesar do momento histórico, a situação jurídica e política de médio prazo traz incertezas. As defesas de Bolsonaro e dos militares devem recorrer. Há infratores de sanções que eles avaliam que podem apresentar e potencialmente apelar para revisão de condenações no futuro. É aí que entra o fator político: o sucesso deste recurso pode depender da futura composição do Supremo Tribunal Federal (STF). O próximo presidente da república, a ser eleito em 2026, terá o poder de indicar três novos ministros para o tribunal para preencher as vagas de magistrados como Gilmer Mendes e Luiz Fox. Dependendo do perfil do presidente eleito, o STF pode ter outro entendimento, uma nova configuração com um novo entendimento do processo golpista. Nesta temporada houve condenações e prisões, mas não sabemos o que pode acontecer nas eleições intercalares. O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, chega à porta de sua casa em prisão domiciliar em Brasília, Brasil, em 21 de novembro. Mateusz Bonomi/Reuters


















