Não muito tempo atrás, se você quisesse aconselhamento financeiro, provavelmente ligava para seu banco, conversava com um planejador financeiro ou talvez perguntava a seus pais.
Hoje? Você abre o Instagram ou TikTok.
A pesquisa mais recente do ING diz-nos que esta é a realidade para milhões de australianos – quase nove milhões, na verdade – que consomem conteúdos financeiros nas redes sociais.
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E para a Geração Z, não é apenas um pergaminho casual. É a principal fonte de orientação financeira.
Essa mudança me fascina porque diz muito sobre como aprendemos, em que confiamos e o que valorizamos.
As redes sociais tornaram-se a sala de aula para conversas que faltavam noutros lugares – como orçamentar, poupar, investir e até como evitar ficar preso nos gastos.
Bondade: Acesso e Empoderamento
Há muito o que comemorar aqui. As mídias sociais democratizaram a educação financeira. É gratuito, acessível e identificável.
Os jovens australianos estão a adoptar dicas práticas como a “orçamentação rigorosa” ou a “regra das 48 horas” – ideias que tornam a gestão do dinheiro exequível e não difícil.
Essas plataformas abriram portas para pessoas que talvez nunca tenham conversado com um consultor financeiro. Eles tornaram a conversa sobre dinheiro menos intimidante e mais inclusiva. Isto é uma vitória.


Desafio: Pressão e Comparação
Mas aqui está o outro lado. Junto com o empoderamento também vem a pressão. Nossa pesquisa mostra que 38% da Geração Z sente pressão constante para ter sucesso financeiro e 21% se comparam regularmente a retratos online selecionados.
A mídia social não apenas ensina – ela também vende. Vende estilo de vida, aspirações e, às vezes, expectativas irrealistas.
E quando o aconselhamento financeiro é misturado com o entretenimento, a linha entre educação e influência torna-se confusa.
Então, para onde vamos a partir daqui?
Não podemos voltar no tempo. As redes sociais vieram para ficar e o seu papel na formação do comportamento financeiro só irá crescer. A questão não é se os jovens devem utilizá-lo – a questão é como podem utilizá-lo sabiamente.
No ING, acreditamos que a educação financeira deve ser acessível a todos. Mas também significa ajudar os australianos a envolverem-se de forma crítica com o conteúdo online, a fazerem as perguntas certas e a saberem quando procurar aconselhamento profissional, porque, no final das contas, o bem-estar financeiro não se trata de perseguir tendências – trata-se de fazer escolhas que funcionem para si e para a sua situação única.
Algumas dicas práticas para ficar atento às questões financeiras das mídias sociais
- Verifique a fonte. A pessoa é elegível? Licenciado?
- Não caia no hype. Esquemas de “enriquecimento rápido” raramente terminam bem.
- Verifique os conselhos. Uma postagem não é gospel – verifique com fontes confiáveis.
- Conheça seus objetivos. O que funciona para outra pessoa pode não funcionar para você.
- Separe o entretenimento do conselho. Um vídeo cativante não é um plano financeiro.
A nossa investigação mostra que as redes sociais podem ser uma ferramenta poderosa para aprender sobre dinheiro, mas apenas se as abordarmos com curiosidade e cautela.
Vamos continuar a conversa, porque quanto mais falamos sobre dinheiro, mais bem equipados estaremos para tomar decisões inteligentes.
