Máscaras no Hospital de Clínicas de Porto Alegre Gustavo Diehl/Secom/UFRGS A polícia civil acusou uma técnica de enfermagem de deixar um bebê de 1 ano e 2 meses em coma após uma overdose de remédios em um hospital de Porto Alegre. O caso aconteceu em maio deste ano e a criança está em coma desde então. Seu nome e o de sua família não serão divulgados para protegê-los. Segundo Alice Fernandes, representante responsável pela investigação, o técnico de enfermagem, cuja identidade não foi divulgada, responde por medicação negligente e lesão física negligente (não exercício do dever de diligência no preparo e administração de medicamentos). “De acordo com a documentação hospitalar e o laudo pericial do Instituto Geral de Perícias, a prescrição feita pelo médico estava correta, houve erro na sua administração, que foi realizada pelo técnico de enfermagem”, disse o deputado Ellis. A criança foi internada no Hospital de Cliniques para duas cirurgias devido a problemas digestivos. Dois dias após o procedimento, no dia 7 de maio, ele foi transferido da unidade de terapia intensiva (UTI) para a enfermaria pediátrica, quando sofreu uma overdose. Assista aos vídeos de tendências no G1 Segundo a investigação da Polícia Civil, o médico receitou 0,1 mg de metadona (indicada para o alívio de dores agudas e crônicas) a cada seis horas. No entanto, foram administrados cerca de 0,8 mg – uma dose quase 10 vezes maior. Após tomar o remédio, a mãe do bebê percebeu que ele estava “roxo” e sem respirar. Passarão 8 minutos até que ele seja revivido. Logo depois, o menino foi intubado. “A medicação com metadona foi administrada em quantidade superior à prescrita, causando-lhe parada cardiorrespiratória, resultando em estado de coma com danos neurológicos”, disse a Delegada Alice. O g1 entrou em contato com o Hospital de Clínica, que respondeu que deverá comentar o caso até o final da manhã desta sexta-feira (12). Como está a criança? Segundo a mãe da criança, ele está internado e seu estado de saúde é estável. Mas ele está em coma. “Ele está bem, está estável. Depois que o declararam quase morto, seus rins falharam, mas deram-lhe remédios que o fizeram inchar. Ele está respirando sem sonda, aos poucos vai melhorando, Deus sabe o que está fazendo, tudo vai acontecer no seu tempo, milagres vão acontecer”, disse. “Todos os dias têm sido difíceis, não é algo que a gente espera que aconteça. Agora eu e minha família temos que esperar, sem saber quando ele vai acordar. É motivo de preocupação, medo, mas tenho fé em Deus”, disse a mãe. A família levou o caso à ouvidoria do hospital. Durante reunião com os familiares, a equipe médica admitiu que, segundo relato da mãe, a função cerebral da criança havia sido prejudicada por conta do medicamento. Vídeo: Tudo sobre RS

Source link