Hospital Universitário de Brasília comemora resultado do transplante com pacientes e equipe médica Brenda Ortiz/g1 DF Na última sexta-feira (12), um café da manhã no Hospital Universitário de Brasília (HUB) reuniu cerca de 100 pessoas, entre pacientes, familiares e equipe médica da unidade de transplantes da instituição. Fundada em 2006, a unidade completará duas décadas de existência no próximo ano. Enquanto isso, o Hospital Universitário de Brasília (HUB), da UnB, reuniu cerca de 100 pessoas, entre pacientes, familiares e equipe médica da Unidade de Transplantes, na manhã desta sexta-feira (12) para comemorar 2025 e os bons resultados da unidade nos últimos 19 anos. Desde 2006, o HUB já transplantou 522 rins, 33 medulas ósseas e 1.032 córneas. Em 2025, foram realizados 107 transplantes, sendo: 45 transplantes de rim 41 transplantes de córnea 21 transplantes de medula óssea. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 DF no WhatsApp. Vinculado à Universidade de Brasília, o HUB cede 100% de seus serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aceita pacientes com indicação de transplante especificada pelo Complexo Regulador do Distrito Federal. “Os pacientes são atendidos por equipes especializadas, que verificam as indicações de transplante e preparam os pacientes para esse tratamento”, explica Gustavo Arimeta, Chefe da Unidade de Transplantes. Gracie Basilio de Araujo faz transplante de medula óssea No HUB, evento Brasília Fertility Friday, transplantados contam histórias de superação – como Gracie Basilio de Araujo, que recebeu transplante de medula óssea (veja abaixo). Apesar do avanço, até este domingo (14) 1.736 pessoas ainda aguardam na fila por um órgão (veja detalhes abaixo). Renaissance Gracie recebeu o diagnóstico de mieloma múltiplo, um tipo raro de câncer que afeta as células da medula óssea. Ygor Wolf/g1 DF Aos 39 anos, Greicy Basilio de Araújo foi diagnosticado em novembro de 2023 com mieloma múltiplo – um tipo raro de câncer que afeta células da medula óssea. Os efeitos da doença também trouxeram complicações renais, obrigando-o a iniciar sessões de hemodiálise paralelamente à quimioterapia. Consultas de rotina, exames e procedimentos intensivos começam a se caracterizar. Em julho de 2024, após meses de tratamento, Gracie enfrentou um de seus momentos mais desafiadores: um transplante de medula óssea. Hoje, 1 ano e 6 meses após o procedimento, ela continua o tratamento de manutenção com sessões quinzenais de quimioterapia e acompanhamento médico rigoroso. Gracie Basilio de Araujo passou por transplante de medula óssea no HUB de Brasília. Apesar das dificuldades, Gracie continua esperançosa e aguarda novas avaliações para saber se será necessário um segundo transplante. “E então, a gente acha que não tem como se adaptar, né? Mas hoje, comemorar aqui, ter essa oportunidade, fortalece, você sabe que a gente é forte, a gente pode passar por isso e tem que comemorar, né? Os momentos bons que a gente tem, geralmente quando a gente tem esse diagnóstico, a gente só vê o lado ruim, mas você tem o lado bom e do momento do transplante? Esse renascimento é o que me faz comemorar e comemorar aqui”, explica. O sindicato que salva vidas Francinide doou um rim ao marido, o contador aposentado Luiz López Martínez Dantas. Arquivo pessoal/reprodução Francineide Veríssima de Sousa Dantas, 58 anos, exemplifica a importância do amor “na saúde e na doença”. Ela doou um rim para o marido, o contador aposentado Luiz López Martínez Dantas, 57 anos. Em 2000, Louise desenvolveu inchaço generalizado e foi internada. No entanto, os resultados não forneceram um diagnóstico definitivo. Mesmo assim, os médicos continuaram a investigar. Depois de muitos testes, foi descoberta uma doença rara chamada deficiência de lecitina-colesterol aciltransferase (LCAT). Um teste genético identificou a mutação de Louise. Em 2018, teve que iniciar tratamento dialítico. “Para ele e para toda a família foi muito difícil aceitar essa nova fase”, relata Francinide. Em 2019, Luiz entrou na lista de transplantados, onde permaneceu por 5 anos e 8 meses. Francineide relatou que desde o início do tratamento queria fazer o exame para doação de rim, mas o marido não aceitou por medo de prejudicar a saúde da esposa. “Ele me pediu para esperar mais um pouco, pois ainda esperava receber um rim de um doador falecido. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, passamos por um período muito intenso, onde os hospitais lotados e os transplantes foram significativamente reduzidos. A professora aposentada passou por um teste de compatibilidade no Hemocentro de Brasília em 2023, mas o resultado foi considerado inconsistente pela equipe médica. “Mesmo assim, mantive a esperança e incentivei meu marido a continuar com o novo teste. Na consulta seguinte, na presença de outro médico, explicamos o ocorrido e ele nos informou que faltava um teste de prova cruzada, que confirma que o corpo do receptor não rejeitará imediatamente as células do doador. O registro de Luiz Dantas voltando para casa após um transplante de rim informa que todos os exames posteriores mostraram que ela estava perfeitamente saudável para o transplante. Em outubro de 2024, a cirurgia foi realizada com sucesso e o corpo de Louise aceitou bem o órgão. “Luísa estava muito ansiosa e com medo de que o tratamento não funcionasse, mas com o passar do tempo ela se sentiu segura e capaz de realizar todos os procedimentos de forma independente, contando sempre com a presença de um familiar em casa para acompanhá-la e ajudá-la no que precisasse”, conta Francinide. Potenciais doadores Entre janeiro e setembro de 2025, o Distrito Federal registrou 226 notificações de potenciais doadores de órgãos, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Desse total, 46 tornaram-se doadores efetivos, representando 20,6 por milhão de pessoas. O número de potenciais doadores corresponde a 101 por milhão. Do total de notificações, 95 eram doadores elegíveis, mas apenas 41 tiveram seus órgãos efetivamente transportados. Dos doadores viáveis, 26 eram de múltiplos órgãos, o equivalente a 63% dos casos. O estudo também mostrou que 80% das notificações de possíveis doações não resultaram em doações reais. As principais causas foram 87 complicações médicas (38%), 44 mortes cerebrais indeterminadas (19%), 2 paradas cardíacas (1%) e 5 outras causas não especificadas (2%). Em 2025, foram realizadas 96 entrevistas com familiares, das quais 42 enfrentaram alguma recusa (44%). Veja tabela com dados da ABTQ por país: Número anual de transplantes de janeiro de 2016 a setembro de 2025 820 pacientes entraram em lista de espera no Distrito Federal entre janeiro e setembro. Em setembro de 2025, 1.443 pacientes estavam ativos na lista de espera para transplante no DF. Os procedimentos pendentes incluem: 936 transplantes renais 743 córneas 32 corações 21 fígados Nenhum paciente registrado para transplante de pulmão, pâncreas ou pâncreas/rim. Segundo os documentos, nenhuma criança constava da lista de pacientes. Perfil dos Doadores no DF Entre os doadores efetivos 26 eram do sexo masculino e 40 do sexo feminino. As principais causas de morte foram acidente vascular encefálico (AVC), com 25 casos, seguido de traumatismo cranioencefálico (TCE), com 8 registrados, 10 casos de anóxia – ausência total de oxigênio para um tecido ou órgão do corpo – e 3 por ‘outras causas’. A principal faixa etária foi entre 50 e 64 anos (16 doadores), seguida de: 18 a 34 anos (13 doadores) 35 a 49 anos (11 doadores) Maiores de 65 anos (4 doadores) 6 e 10 anos (2 doadores). Quanto ao grupo sanguíneo, 30 doadores eram do tipo O, 11 eram do tipo A, 4 eram do tipo B e 1 era do tipo AB. Como se tornar um doador de órgãos? Um homem doa sangue em um hospital durante a campanha “Dia do Sangue, Dia do Amor” para comemorar o Dia dos Namorados em Phnom Penh, Camboja. Segundo a Samrang Pring/Reuters DF Transplant Center, não há necessidade de deixar nenhum documento. Basta informar a sua família sobre o seu desejo de doar, o que só acontecerá após a aprovação da sua família. Após a família autorizar a doação do órgão, a equipe médica realiza outra parte da entrevista, que busca investigar se os hábitos do doador podem ter levado ao desenvolvimento de possíveis doenças ou infecções que poderiam ser transmitidas ao receptor. Doenças crônicas como diabetes, infecções ou até mesmo o uso de medicamentos injetáveis ​​podem comprometer o órgão doado, tornando improvável o transplante. A entrevista é fundamental para que a equipe avalie os riscos e garanta a segurança do receptor e dos profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo. O SUS financia cerca de 86% dos transplantes do país. Existem dois tipos de doadores: 1) Doadores vivos Qualquer pessoa pode concordar em doar, desde que não prejudique a sua saúde. Um doador vivo pode doar um rim, parte de um fígado, parte de medula óssea ou parte de um pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não relativo, apenas com aprovação judicial. 2) Doadores falecidos são vítimas de lesão cerebral irreversível, morte encefálica comprovada por exames clínicos e de imagem. Comemoração no Pólo: Pacientes e médicos celebram a vida após o transplante O Centro de Organização e Aprovisionamento funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem interrupção e acolhe famílias enlutadas e oferece a possibilidade de doar de forma gratuita e informada. Organiza todo o processo de doação e captação de órgãos e tecidos em parceria com a CET-DF e a Comissão Interhospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes. Leia mais: Vítima do DF perde R$ 11 mil em golpe de estrangeiro se passando por ator de The Rock nas redes sociais IPTU e IPVA: Câmara legislativa do DF aprova aumento de impostos em 2026 g1 Leia mais notícias sobre a região no DF.

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