Brasília – Senado Brasileiro 17 de dezembro A Câmara dos Deputados iniciou a análise de um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que poderia reduzir a pena de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que gerou protestos em todo o país no fim de semana.

Bolsonaro, 70 anos, toma posse

27 anos de prisão

em novembro, depois de ter sido considerado culpado de um golpe fracassado após a derrota nas eleições de 2022.

Depois de meses de tentativas dos seus aliados no Congresso para procurarem algum tipo de perdão para o líder da extrema-direita, a Câmara dos Representantes, controlada pelos conservadores, aprovou na semana passada um projecto de lei que reduziria significativamente as penas de prisão para vários crimes, incluindo golpe de Estado.

Isto levanta a possibilidade de Bolsonaro ser condenado a apenas dois anos de prisão.

Pelas regras atuais, ele deverá cumprir cerca de oito anos de prisão efetiva antes de se tornar elegível para um regime flexibilizado sob supervisão judicial, segundo cálculos do Tribunal de Sentenças de Brasília.

O projeto de lei foi aprovado num parlamento caótico, com legisladores de esquerda removidos à força da Câmara dos Comuns pela polícia.

O texto gerou protestos em cidades de todo o Brasil. 14 de dezembroLá, os manifestantes gritavam “Sem anistia” e seguravam faixas que diziam “Congresso, inimigo do povo”.

O equilíbrio do poder político é mais equilibrado no Senado, onde vários senadores ameaçaram alterar o texto do projeto.

Bolsonaro está atualmente cumprindo sua pena em uma cela especial em uma instalação policial na capital, Brasília, após um início dramático de sua sentença, quando contrabandeou um ferro de solda em sua pulseira de monitoramento de tornozelo enquanto estava em prisão domiciliar.

Com o recesso de fim de ano se aproximando, o Senado deve aprovar o projeto antes disso. 19 de dezembroas discussões serão adiadas até 2026.

O projeto também beneficiaria mais de 100 apoiadores de Bolsonaro que foram presos por tumultos contra a sede do governo de Brasília em janeiro de 2023, logo após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os críticos alertaram que isso também poderia afetar a sentença para outros crimes.

O senador Alessandro Vieira pediu a rejeição do projeto, dizendo que criava “um verdadeiro vácuo regulatório que facilita o crime”.

Filho de Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro – ex-presidente

Ungido como candidato de direita nas eleições de 2026

– disse que o texto precisava ser melhorado “para evitar que esse benefício seja concedido a verdadeiros criminosos”.

O autor do projeto de lei, Paulinho da Forca, disse que foi um “gesto conciliatório” num país polarizado.

Se o projeto for aprovado no Senado, irá para a mesa de Lula, que prometeu vetá-lo, dizendo que Bolsonaro “deve pagar o preço” por seus crimes.

No entanto, no Brasil, o Congresso tem a palavra final e pode anular o veto presidencial.

Bolsonaro foi considerado culpado de conspirar para impedir que Lula assumisse o cargo após sua derrota nas amargas eleições gerais de 2022 que destacaram as divisões políticas do Brasil.

A trama teria incluído tentativas de assassinar Lula, o vice-presidente Gerardo Alcumin e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Os promotores disseram que o plano falhou porque não houve apoio de altos funcionários militares. AFP

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