SEUL – Um professor que foi acusado de abuso infantil ao repreender e puxar o braço de um aluno foi considerado inocente, anunciou o tribunal em 4 de novembro.
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul anulou a decisão de um tribunal inferior que impôs uma multa de 1 milhão de won (957 dólares) ao professor, identificado pelo apelido Choi, por acusações de abuso infantil.
O caso foi enviado de volta a um tribunal distrital para revisão.
O incidente aconteceu no dia 14 de março de 2019, quando a professora teria gritado com um aluno da segunda série mandando a criança “se levantar”. Posteriormente, a professora puxou o braço da criança depois que ela se recusou a participar das atividades da aula e posteriormente ignorou as instruções para ir almoçar no refeitório.
Tanto o tribunal de primeira instância quanto o de apelação decidiram que as ações de Choi eram semelhantes a abuso físico e aplicaram ao professor uma multa de 1 milhão de won, afirmando que Choi poderia ter usado outras medidas disciplinares, como métodos não físicos.
Mas a Suprema Corte viu o caso de forma diferente.
Reverteu o veredicto dos tribunais inferiores e disse que as ações de Choi estavam “no âmbito das atividades educacionais”.
“Enquanto não houver circunstâncias especiais, o ato de um professor de educar uma criança de acordo com os regulamentos não pode ser avaliado como um ato de abuso proibido pela Lei do Bem-Estar da Criança”, afirmou o tribunal na sua decisão.
“Mesmo que o aluno tenha experimentado desconforto físico no processo educacional, isso não pode ser considerado uma violação da Lei do Bem-Estar da Criança se se enquadrar no âmbito da educação legal.”
O tribunal acrescentou que a autoridade dos professores deve ser respeitada e que os professores têm um certo grau de discrição quando orientam os seus alunos. REDE DE NOTÍCIAS DA COREIA HERALD/ÁSIA


















