CháO júri ainda não decidiu sobre os méritos de Hamnet, de Chloé Zhao, que chegará aos cinemas no próximo mês, mas não há debate sobre a qualidade do material original. O romance lírico e emocional de Maggie O’Farrell, que ganhou o Prêmio Feminino em 2020, imagina o relacionamento entre William Shakespeare e sua esposa, Agnes Hathaway, e sua dor pela morte de seu filho de 11 anos, Hamnet, devido à peste em 1596. O livro começa com o jovem Hamnett percebendo que sua irmã gêmea Judith não está bem e está procurando um adulto para cuidar dela, sem saber que é ela quem está doente terminal.
Shakespeare – cujo nome nunca é mencionado e é referido como “marido” ou “pai” – é retratado não como uma estrela literária, mas como um homem imperfeito que raramente está em casa. O foco está em Hathaway, uma mulher de espírito independente e com uma profunda ligação à paisagem. A história alterna entre sua infância, os primeiros anos de seu casamento e as consequências da morte de Hamnet, durante a qual Shakespeare escreveu uma de suas maiores peças, Hamlet (os registros mostram que os nomes Hamlet e Hamnet eram intercambiáveis naquela época).
Jessie Buckley, que interpreta Agnes no filme, é a narradora do livro nesta nova gravação. Sua leitura é sensível, quase onírica em alguns lugares, e atenta às dificuldades enfrentadas por Agnes, confinada pela domesticidade, pela maternidade e pela ambição do marido. Mas é na representação da morte que O’Farrell e Buckley realmente se destacam. Hamnet é um relato profundamente humano de uma família desprovida de amor, perda e sofrimento.
Disponível via Tinder Press, 12 horas e 54 minutos
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