A Venezuela afirmou neste sábado (3) que foi alvo de um ataque dos Estados Unidos, com diversas explosões relatadas em Caracas e outras cidades do país. ✅ Acompanhe o canal de notícias internacional g1 no WhatsApp Os primeiros passos da operação contra a Venezuela começaram logo depois que os Estados Unidos dobraram a recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação de Maduro para US$ 50 milhões. O governo dos EUA acusou o presidente venezuelano de liderar o Cartel de los Soles, um grupo recentemente classificado como organização terrorista internacional. Em Agosto, Trump e a sua equipa começaram a enviar uma frota militar para as Caraíbas para combater o que chama de “terrorismo da droga”, e a presença americana na região aumentou gradualmente ao longo dos meses. Desde o início de Setembro, as forças dos EUA realizaram mais de 20 ataques contra barcos que se acredita transportarem drogas em águas internacionais. Mais de 80 pessoas foram mortas. O presidente Donald Trump justificou o ataque dizendo que cada navio bombardeado salvou 25 mil vidas americanas. Admitiu em Outubro que pretendia lançar ataques terrestres contra os cartéis da droga, mas não especificou quais os países que seriam alvo. Como parte da sua campanha de pressão, os EUA enviaram 15.000 soldados e vários porta-aviões, destróieres de mísseis guiados e navios de assalto anfíbio para as Caraíbas. Entre eles, o maior navio de guerra do mundo: o USS Gerald Ford. Estruturas cooperativas de segurança instaladas nos aeroportos dos países parceiros, bem como bases militares que o país mantém na região – incluindo duas a menos de 100 quilómetros da costa venezuelana – completaram o bloqueio americano. 👉 Veja no infográfico abaixo a localização das bases militares americanas no Caribe e na América Central, bem como os movimentos recentes das forças dos EUA na região. Infográfico mostra bloqueio dos EUA contra a Venezuela Art/g1 B-52: ‘Espinha dorsal’ Em 15 de outubro, três bombardeiros B-52 sobrevoaram uma área muito próxima da Venezuela. O avião sobrevoou a chamada “FIR” – abreviatura em inglês para Flight Information Area. Esta área está fora do território da Venezuela, mas sob sua jurisdição. Portanto, as aeronaves devem se identificar para controlar o espaço aéreo venezuelano. O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing capaz de realizar ataques nucleares. A aeronave carrega armas de alta precisão e pode voar mais de 14 mil km sem reabastecer. É considerada a espinha dorsal da frota de bombardeiros estratégicos dos EUA. 👉 Veja detalhes do B-52 abaixo. Consulte a ficha técnica do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. Durante o sobrevôo da equipe de arte/g1, em entrevista ao g1, Maurício Santoro, doutor em ciência política pelo Iuperj e associado do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, disse que a estratégia representava um esforço dos Estados Unidos para se aproximarem demais da Venezuela. “É uma provocação política, dizendo: ‘Olha, eu tenho poder para atacar o seu espaço aéreo’. Mas também tem uma finalidade militar, de treinar a tripulação. Quer dizer, é um exercício geral para futuros bombardeios e um teste de defesa aérea da Venezuela”, avaliou. Navios de guerra gigantes e porta-aviões Em 24 de outubro, a administração Trump anunciou o envio do USS Gerald Ford para o Mar do Caribe. Considerado o maior porta-aviões do mundo, movimenta-se com seu grupo de ataque composto por três destróieres, caças F-18 e um esquadrão de helicópteros. O porta-aviões tem capacidade para até 90 aeronaves, incluindo caças e helicópteros. O navio possui pista de pouso e decolagem com área três vezes maior que o gramado do Maracanã. A última atualização disponível, de 4 de novembro, indicava que o porta-aviões estava saindo do Mediterrâneo e entrando no Oceano Atlântico. Num comunicado, o Pentágono afirmou que a missão do grupo de ataque na região é “expandir e fortalecer as capacidades existentes para desmantelar o tráfico de drogas”, além de degradar e destruir os cartéis na América Latina. 👉 Veja os detalhes do USS Gerald Ford abaixo. Conheça o USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo e o mais avançado da Marinha dos Estados Unidos. Gui Sousa/Arte g1 Ainda em agosto, os EUA já encomendaram sete navios de guerra, além de um submarino nuclear. A frota inclui: Três Destroyers: Os navios de guerra são menores que os cruzadores, mas mais rápidos e ágeis. Pode ser armado com mísseis. USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson foram despachados. Dois navios portuários: utilizados para transporte de fuzileiros navais, veículos e equipamentos, além de apoio a operações anfíbias. USS San Antonio e USS Fort Lauderdale participaram da missão. Um cruzador de mísseis: projetado para defesa aérea e antimísseis com um sistema de combate avançado. O modelo apresentado é o USS Lake Erie. Navio de assalto anfíbio: equipado para realizar decolagens curtas e pousos verticais de aeronaves e pousar com tropas e veículos. O grupo inclui o USS Io Jima. Um submarino nuclear: capaz de atacar navios e submarinos inimigos, bem como realizar ataques terrestres de precisão com torpedos e mísseis. O USS Newport News faz parte da frota. 👉 Confira no infográfico abaixo os navios enviados pelos Estados Unidos para o Caribe. O navio dos Estados Unidos para o Caribe é o porta-aviões Ass/Art G1 USS Gerald Ford, navio líder do USS Gerald Ford Strike Group da Marinha dos Estados Unidos. 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