CINGAPURA – O UOB considerará uma recompra de ações, entre outras opções, disse o presidente-executivo Wee Ee Cheong em uma coletiva de resultados em 8 de novembro, fazendo com que as ações do banco subissem.
As ações fecharam em alta de US$ 2,39, ou 7,1%, a US$ 35,69 em 8 de novembro.
O UOB está agora sendo negociado em uma alta recorde, semelhante ao rival DBS Group Holdings, cujas ações subiram um dia antes depois de ter revelado um novo Programa de recompra de ações de US$ 3 bilhões e sinalizou que mais movimentos desse tipo podem ocorrer.
O banco procura “activamente” tirar o máximo partido da gestão de capital, esperançosamente até ao final do ano, segundo Wee.
O UOB tem um excesso de capital de cerca de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões, disse o diretor financeiro Lee Wai Fai.
O credor relatou anteriormente lucros acima do esperado para o terceiro trimestre, impulsionados por taxas recordes sustentadas pela gestão de fortunas, negociações e investimentos dinâmicos. O UOB também sinalizou uma aceleração no crescimento dos empréstimos em 2025.
O terceiro maior banco do Sudeste Asiático em ativos disse que o lucro líquido de julho a setembro saltou 16%, para um recorde de US$ 1,61 bilhão, ante US$ 1,38 bilhão um ano antes. Isto superou a estimativa média de quase 1,5 mil milhões de dólares de quatro analistas consultados pela LSEG.
“Em meio a uma economia global volátil, o Sudeste Asiático destaca-se como um ponto positivo”, disse Wee num comunicado. “Estamos confiantes no potencial de longo prazo da Asean, apoiado por fortes fundamentos económicos e por um aumento nos fluxos de investimento direto estrangeiro com mudanças nas cadeias de abastecimento”, acrescentou.
Wee projetou um crescimento elevado dos empréstimos de um dígito para 2025, versus um crescimento baixo de um dígito para 2024, de acordo com os slides que acompanham os resultados dos lucros.
O banco espera um crescimento de comissões de dois dígitos, um rendimento total mais elevado, um rácio custo/rendimento entre 41% e 42% e custos de crédito na faixa de 25 a 30 pontos base, tudo em linha com 2024, mostraram os slides.
Os resultados do UOB seguiram os do maior peer DBS, que em 7 de novembro registrou um lucro líquido recorde de US$ 3,03 bilhões no terceiro trimestre, devido à receita recorde de taxas impulsionada pela gestão de patrimônio, maiores vendas de clientes de tesouraria e aumento da receita de negociação nos mercados.
O melhor desempenho no terceiro trimestre foi impulsionado por taxas líquidas recordes e receitas de negociação e investimento.
Contudo, as margens de juro líquidas, um indicador-chave da rentabilidade, foram ligeiramente inferiores, situando-se em 2,05 por cento no terceiro trimestre, face a 2,09 por cento no mesmo período do ano anterior. REUTERS, Bloomberg


















