Suposta Raposa do Campo Pollinia (sp) Paolo Valadeo estava cadastrada em condomínio O que você faz se descobrir que uma raposa está rondando pela sua casa? Para quem ama a natureza, esta é uma notícia que inspira e motiva a dar um passo simples: registar a presença deste ilustre visitante. E foi exatamente isso que aconteceu com alguns moradores de um condomínio em Políneas (SP) nos últimos dias. “Fiquei sabendo da presença dessa possível raposa por meio de um amigo meu, biólogo e observador de pássaros. Eu estava praticando atividade física quando ele mencionou que tinha uma câmera porque esse animal aparecia à noite em áreas sociais”, comentou Regina Brisola Manzur, escriturária do Tribunal de Justiça e fotógrafa de natureza. Moradores fotografaram uma raposa em uma área de lazer de um condomínio em Políneas (SP). Pouco depois de receber a notícia, o cachorro apareceu. “Aconteceu na sexta-feira (2), depois voltei para a área desse ‘clube’ no domingo (4), segunda (5) e terça (6) e procurei todos esses dias, só na quarta (07) é que não encontrei, mas acredito que o local estava muito movimentado”, acrescenta o observador de pássaros, que ainda convidou amigos para ver o animal e tirar fotos. “Contei para alguns amigos, porque sei que eles gostariam de ver, e deu certo, eles registraram e gostaram. E realmente ver esse animal de perto é emocionante, até porque é um animal difícil de ver na natureza, foi muito legal”, mencionou. Canídeos sendo observados por moradores que frequentam a área de lazer do local. Paulo Valdao Paulo Valdao, engenheiro aeronáutico e fotógrafo da natureza, foi um dos amigos que os moradores convidaram para fotografar a espécie. “Aproveitei a primeira oportunidade para ir até lá. Presenciar mamíferos, principalmente cães tão raros, é uma experiência indescritível. Percebemos que ele achava o gramado do clube um local ideal para se alimentar. O fato de cães não serem permitidos e a distração das pessoas na tela contribuíram para que ele permanecesse despercebido e calmo”, comentou. A princípio, devido ao seu tamanho e algumas características morfológicas, os moradores acreditavam que o visitante silvestre fosse uma raposa do campo (Lycalopex vetulus), um canídeo endêmico do Brasil e considerado ameaçado de extinção. Segundo os pesquisadores, trata-se da jovem Regina Manzur. Mas ao analisar registros de amantes da natureza, pesquisadores do Programa de Conservação de Mamíferos do Cerrado alertaram para a possibilidade de se tratar de um canídeo híbrido, resultado do cruzamento da raposa do campo com a raposa selvagem (Lycalopex gymnocercus), espécie encontrada no sul do país. “Esse jovem parece ser uma raposa do campo. As características morfológicas são mais parecidas com as de uma raposa, mas não podemos descartar a possibilidade de que esse indivíduo seja realmente um híbrido, porque raposas e híbridos têm características morfológicas semelhantes às raposas e graxabiologistas”, explica Maxabiologista PCMC. Embora pareça ser um caso inédito, a hibridização entre esses dois canídeos ocorrida no Brasil tem mais de dez anos. Piracicaba, por exemplo, não deve ser descartada a possibilidade de o animal cadastrado não ser um indivíduo autêntico. A presença de caninos no condomínio tem chamado a atenção de fotógrafos de natureza. Nesse caso, podemos confirmar esse fato apenas por meio de análise genética”, completa o especialista. Embora esse método possa ser um grande risco para os animais em áreas urbanas, para os moradores é uma oportunidade de ficar fascinado pela natureza. Tais casos, por sua vez, comprovam como, no dia a dia, o cidadão comum pode contribuir para a ciência, criando registros e informações e ajudando a conscientizar mais pessoas. “Esse disco me lembrou o encontro entre o Pequeno Príncipe e a Raposa, e devemos nos sentir responsáveis. O que nos fascina é proteger e respeitar esse cachorro, observá-lo com atenção para que ele possa se alimentar e sobreviver em um ambiente próximo à ocupação humana”, afirma Paolo. À direita, raposa-do-mato (Lycalopex gymnocercus) e à esquerda, raposa-do-mato (Lycalopex vetulus) Jeferson e Kennedy Borges/iNaturalist Segundo os pesquisadores da situação de alerta, estudos desde 2010 confirmam a ocorrência de canídeos híbridos no interior de diferentes regiões de São. Situação que é alarmante, pois em decorrência do cruzamento entre essas duas espécies a situação é considerada grave, principalmente a raposa, que é uma espécie ameaçada de extinção, por não compartilharem o mesmo ambiente. Começando a se deslocar para sudeste e encontrar a raposa do campo no interior de São Paulo. A raposa do campo é uma espécie da raposa do campo do Cerrado Frederico de Azevedo. O pequeno canídeo pode pesar até 4 kg e também é conhecido como raposa ou raposa do campo. Possui corpo delgado, o ventre e as bordas dos membros são leves. O focinho é pequeno e preto. Sua característica é a ponta da cauda, ​​que atua como carnívoro, mas também tem hábito crepuscular e noturno. Durante a época de reprodução, utilizam tocas que geralmente são feitas por tatus. Vídeo: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza na Terra da Gente

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