Baixada em Pauta: Leila Abreu, presidente do Instituto Eliseu, convidada desta semana O abandono de animais e a falta de políticas públicas voltadas ao bem-estar animal foram os principais temas debatidos no episódio mais recente do podcast Baixada em Pauta. A conversa revelou uma visão dos bastidores de uma realidade caracterizada pela negligência, pelo desconhecimento e pelos desafios diários enfrentados pelas organizações que trabalham com segurança. Liderado pelo jornalista Matthias Müller, o evento foi apresentado pela presidente do Instituto Eliseau, Leila Abreu. Durante a entrevista, ele abordou questões que vão desde o resgate de animais em situações vulneráveis ​​até a falta de medidas eficazes por parte das autoridades governamentais. ✅ Clique aqui para acompanhar o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Guest destacou que, apesar das boas intenções de muitas pessoas, ainda prevalece uma visão superficial sobre o cuidado de cães e gatos abandonados. Alimentar os animais, segundo ele, não é suficiente para garantir saúde e segurança. “Há uma falta enorme de proteção animal. Então, o que a gente vê? Ah, tem um bichinho na rua… Vou alimentá-lo. Como se fosse só comida. E não é.” Além de criticar as leis brasileiras, o episódio também abordou o impacto psicológico sobre quem trabalha, considerado frágil diante da multiplicidade de abusos na região. Saúde pública e responsabilidade Leila Abreu, do Instituto Eliseu de reprodução animal/rede social, destacou que a castração deve ser considerada uma questão de saúde pública, pois evita a propagação de doenças, acidentes e conflitos entre animais. Ele lembra que os gestores ainda não entendem que as famílias brasileiras são multiespécies e que a maioria dos animais de rua não tem raça definida. Outra questão levantada foi o descaso com as vacinas. Enquanto a vacinação antirrábica chama a atenção para a proteção humana, outras vacinas necessárias para prevenir o sofrimento e a morte dos animais são relegadas a segundo plano. O presidente também criticou a falta de preparo das escolas de veterinária para lidar com o comportamento animal. Segundo ele, poucos profissionais se preocupam com o lado emocional dos animais, mesmo havendo evidências científicas de que eles vivenciam dor, prazer e frustração. Outro destaque da entrevista foi Gato Eliseu, que dá nome à organização. A fragilidade das redes reprodutivas/sociais Leis frágeis e impunidade Leis brasileiras. Leela disse que, mesmo diante de má conduta flagrante, os responsáveis ​​raramente enfrentam punições severas. “No Código Penal Brasileiro, o abuso de animais ainda é um crime com menor potencial agressivo. Me indique um cara preso.” Ele citou casos recentes de abandono, como o de um homem que jogou um gato vivo em um saco de lixo. Para o presidente, tal atitude expressa a visão de que os animais são tratados como objetos, sem apego emocional. O podcast também discutiu o abandono de animais mais velhos, descartados após anos de convivência. Segundo Leela, muitos donos valorizam o animal apenas enquanto ele traz alegria ou diversão e descartam-no quando começa a causar problemas. Instituto Viva Bicho virou Instituto Eliseu A ONG Viva Bicho foi fundada por Mariluci Pereira, voluntária da Codevida, que projetou uma clínica e um hospital acessíveis para atender pais e animais em situação de vulnerabilidade. Com o crescimento do empreendimento e após sua aposentadoria, Leila Abreu assumiu a coordenação e hoje lidera os trabalhos da entidade. O nome Elysue surgiu depois que um gato foi resgatado em 2023 em estado crítico. A criatura desencadeou uma corrente de solidariedade internacional na sua recuperação, tornando-se um símbolo de resistência e esperança. Leila Abreu (esquerda) e Marilucy Pereira (direita) com seu gato Eliseu Reprodução/Redes Sociais Eliseu foi cercado de carinho e carinho até 2025, quando faleceu, deixando um legado que inspirou a ONG a mudar seu nome para Instituto Eliseu. Após o alvoroço, a ONG decidiu homenagear a criatura ainda em vida, rebatizando-a de Instituto Eliseu. Apesar dos receios iniciais, a mudança foi bem recebida e hoje simboliza resistência, esperança e compromisso de não desistir dos animais em situações extremas. Eliseu, o gato que mudou o mundo ao ser resgatado da beira da morte em Santos, morre

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