Famílias de presos políticos venezuelanos continuam a fazer vigílias à espera da sua libertação, já que o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou quinta-feira que um número significativo de presos seria libertado. Mas, até ontem, apenas nove dos cerca de 800 prisioneiros tinham sido libertados. Nesta sexta-feira (9), segundo organizações venezuelanas de direitos humanos, mais nove pessoas foram libertadas, elevando o total para 18. O cientista político Carlos Gustavo Poggio explica que existem facções rivais dentro do chavismo, e cada uma dessas facções mantém seus próprios prisioneiros. Segundo ele, é comum que regimes autoritários libertem alguns presos políticos para ganhar visibilidade internacional e reduzir a pressão externa, mas sem promover uma abertura real. “A Venezuela tem hoje uma situação muito complicada, o que ajuda a explicar o ritmo que estamos vendo na libertação desses prisioneiros”, disse ele. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que sujeita os Estados Unidos a uma acção judicial para bloquear as receitas provenientes da venda do petróleo venezuelano. A medida vai contra as petrolíferas americanas, que cobram bilhões de dólares dos venezuelanos por bens confiscados pelo regime chavista. O presidente Donald Trump anunciou que as empresas americanas vão investir 100 mil milhões de dólares na Venezuela, mas o executivo da Exxon Mobil, a maior delas, disse que é impossível investir no país sem estabilidade e garantias institucionais. A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, que Trump receberá na próxima semana, planeia entregar-lhe o Prémio Nobel da Paz no ano passado. Mas o Comité Nobel da Noruega afirmou que o prémio é intransferível. Mesmo assim, Trump disse que merecia o Prémio Nobel da Paz e que aceitaria o presente. O jornal Washington Post revelou que o cardeal Pietro Parolin, chefe da diplomacia do Vaticano, pediu aos Estados Unidos que permitissem que o ditador Nicolás Maduro viajasse para a Rússia, o que não aconteceu. O Vaticano não confirmou nem negou a informação.


















