BRUXELAS, 12 de janeiro – Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão discutindo conjuntamente os próximos passos para proteger o Ártico, disse o chefe da aliança, Mark Rutte, nesta segunda-feira, no mais recente sinal de esforços entre os aliados para satisfazer o presidente dos EUA, Donald Trump, que afirma querer ocupar a Groenlândia.

“Todos os aliados concordam com a importância do Ártico e da segurança do Ártico”, disse o primeiro-ministro Rutte numa conferência de imprensa na Croácia. “Existe o risco de a Rússia e a China se tornarem mais ativas à medida que as rotas marítimas se abrem.”

Rutte disse que as discussões sobre a segurança do Ártico já começaram no ano passado e os estados membros estão agora “debatendo os próximos passos, como garantir um seguimento substantivo às discussões”.

O presidente Trump disse na sexta-feira que os Estados Unidos precisam possuir a Groenlândia para evitar a futura ocupação da Groenlândia pela Rússia ou pela China.

A Groenlândia é uma região autônoma do Reino da Dinamarca e abriga uma base aérea dos EUA baseada em tratados internacionais. Autoridades dinamarquesas e groenlandesas dizem que a ilha não está à venda e que as questões de segurança devem ser resolvidas entre os aliados.

Fontes diplomáticas europeias disseram à Reuters que continuaram as negociações sobre uma possível operação da OTAN para fortalecer a segurança no Ártico, enquanto as autoridades procuram maneiras de abordar as preocupações dos EUA.

Ainda não foram tomadas decisões, disseram diplomatas, mas alguns responsáveis ​​sugeriram que a operação poderia seguir o modelo dos esforços da NATO para reforçar a segurança no seu flanco oriental, a Sentinela do Báltico e a Sentinela Oriental.

Um porta-voz do governo alemão disse na segunda-feira que estão actualmente a decorrer discussões no seio da NATO sobre o reforço da segurança na região do Árctico. Reuters

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