Zoológico de BH investiga mortes de chimpanzés e leoas após anestesia Prefeitura de Belo Horizonte/Divulgação As mortes da leoa Pretória e do chimpanzé Kelly no Zoológico de Belo Horizonte estavam relacionadas a doenças que os animais já tinham antes de chegarem à instituição (conforme terça-feira Hall 1,3). O inquérito que investigou a morte concluiu que “não houve indícios de crime ou conduta dolosa”. Dois animais morreram na mesma semana durante o procedimento anestésico. Pretória, uma leoa branca, sofreu parada cardiorrespiratória em 11 de novembro. Kelly morreu no dia seguinte. Chimpanzés e leoas chegaram ao zoológico em outubro. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 Minas no WhatsApp Segundo a Fundação Parques Municipais e Jubotany (FPMZB), o laudo e avaliação realizados pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Polícia Civil “sugere a existência de doenças congênitas pretéritas como possível causa de complicações em procedimentos anestésicos”. Além disso, as análises “removem sinais de contaminação ou alteração de frascos de anestésicos usados”. Segundo a FPMZB, o trabalho da comissão de investigação incluiu visitas técnicas a zoológicos, entrevistas com profissionais locais, além de análise de prontuários e outros documentos anteriores à chegada dos animais a Belo Horizonte. No caso da leoa Pretória, relatório da UFMG concluiu que o animal estava acima do peso, apresentava linfonodos “ligeiramente aumentados” e diversas alterações na cavidade oral. “As conclusões sugeridas pelo relatório são pneumonia broncointersticial neutrofílica multifocal moderada (que, segundo a literatura científica, pode resultar de problemas crónicos relacionados com a cavidade oral) e edema pulmonar agudo, congestão e hemorragia”, nota a fundação. Para o chimpanzé Kelly, a necropsia confirmou “miocardite linfo-histioplasmocítica, leiomioma uterino e pólipos endometriais”. “A análise do relatório final da comissão investigativa também comprova que não houve overdose de anestésico como causa da morte. Por fim, a comissão comprova que a decisão de intervenção dos veterinários do Zoológico de BH, em ambos os casos, é plenamente justificada”, concluiu a FPMZB. Lembre-se que a Leoa Pretória sofreu uma parada cardiorrespiratória no dia 11 de novembro durante um procedimento anestésico necessário para um tratamento de canal. Ele tinha 14 anos. A fêmea do leão africano apresentou fratura coronal em um dente canino inferior – ocorrida no zoológico original, segundo a Prefeitura – com necrose pulpar. Pretória chegou a Belo Horizonte no dia 15 de outubro com Mafu, um leão branco macho. Leoa morre durante anestesia no Zoológico de Belo Horizonte Chimpanzé Kelly morreu no dia 12 de novembro, aos 27 anos. Ele precisou ser anestesiado para fazer o exame fora do zoológico, mas não sobreviveu ao procedimento. Após a morte, as autoridades da prefeitura afirmaram que os casos serão investigados e a investigação será iniciada. Leia também: Leão morre sob anestesia menos de um mês após chegar ao zoológico de BH Chimpanzé morre um dia depois de leoa morrer no zoológico de BH; Prefeito diz que investigará mortes de chimpanzés e leoas após anestesia em zoológico de BH; A comissão tem prazo de 30 dias

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