RABAT, 17 Jan – As tensões aumentaram na véspera da final da Taça das Nações Africanas, quando o seleccionador senegalês Pape Bouna Tiao criticou a falta de segurança, uma vez que os jogadores que chegavam a Rabat antes da final de domingo foram atacados por uma multidão na estação ferroviária da cidade.
Os jogadores não estavam acompanhados de seguranças ao descerem do trem na sexta-feira, após uma viagem de 90 minutos desde Tânger, onde estiveram hospedados nos primeiros seis jogos do torneio.
Os seus comentários na conferência de imprensa de sábado levaram um jornalista local a sair em defesa dos organizadores marroquinos, provocando protestos por parte da equipa senegalesa.
No sábado, a Federação Senegalesa de Futebol emitiu um comunicado condenando não só a falta de segurança na chegada a Rabat, mas também o padrão de alojamento e instalações de treino antes da final contra os anfitriões.
“Hoje, a imagem de África está em jogo. A nossa competição, que ninguém viu antes, tornou-se agora muito prestigiada. Não devemos desperdiçá-la”, disse Thiau no sábado.
“Até agora a organização tem sido ótima e temos muita gratidão a Marrocos, mas todos testemunhamos o que aconteceu ontem.
“Um evento bem organizado precisa terminar bem e isso é importante. O que aconteceu ontem é inaceitável. Uma seleção como o Senegal sairia do trem e enfrentaria uma multidão como essa. Os jogadores estavam em risco”, acrescentou.
A Confederação Africana de Futebol não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Reuters

















