
‘Só consegui lutar contra mim mesmo’, diz Henry Castelli após sofrer no BBB 26 O ator Henry Castelli, que deixou o BBB 26 após duas crises convulsivas, falou sobre o impacto emocional do episódio e revelou quais mudanças queria fazer em sua rotina após o susto. Henry entrou na casa do BBB 26 na última segunda-feira (12) e dois dias depois, durante um teste de resistência, teve a primeira convulsão. Ele foi imediatamente socorrido e levado às pressas para o hospital, onde foi examinado, recebeu alta e voltou para casa. Mas alguns minutos depois, ela teve outra convulsão. A câmera não mostrou a cena por respeito à sua imagem. Ele voltou ao hospital, onde foi submetido a novos exames. Ele deixou o programa por conselho do médico. Na quinta-feira (15), Henry deixou o hospital da zona sul do Rio de Janeiro, onde foi atendido. Na sexta-feira (16), ele recebeu a equipe do Fantástico na casa de um amigo, onde mora. Ainda tentando entender tudo o que aconteceu, ele disse que os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram bem antes da primeira convulsão, durante o teste de resistência. “Há cinco horas eu já estava com sintomas. Tremia muito, como se houvesse ar, parecia uma folha de papel. Minha visão começou a ficar embaçada”, lembrou. Por volta das nove horas da manhã de quarta-feira (14), as convulsões começaram. “A coisa te puxa como se alguém tivesse uma corda na sua cabeça. Eu não consigo me mexer, só consigo lutar comigo mesmo, comigo mesmo, porque os músculos ficam tensos. Eu caí que estava caindo.” O neurologista Bruno Castello Branco atendeu o ator. “Ele teve uma convulsão, que é uma descarga elétrica muito forte no cérebro, que praticamente desliga o cérebro momentaneamente. Geralmente a pessoa cai e começa a ter espasmos musculares”, explicou. Henry disse que o momento mais preocupante foi a segunda convulsão, da qual ele não se lembra. “Cheguei ao hospital, mas não sabia. Vi uma porta, um flash de luz se abrindo. Eu disse: ‘O que aconteceu? Estou em casa? Isso é a prova’. Naquela hora, fiquei apavorado.” “Não sabia a gravidade que era, mas ficou claro. Se você pensa: outro ataque? Em breve terei um terceiro, um quarto, o que vai acontecer?”, disse. “Comecei a chorar, comecei a temer que fosse morrer. Não sabia o que poderia acontecer.” Henry Casselli Reprodução/TV Globo O que causa as convulsões? As estatísticas indicam que cerca de 10% das pessoas no mundo terão convulsões em algum momento da vida, explica o neurologista Bruno Casello Branco. As causas podem ser variadas, como hipoglicemia, meningite, acidente vascular cerebral, afirma a neurologista Letícia Sampaio. Segundo ele, pessoas propensas à falta de sono, ao estresse físico e mental e à desidratação podem ser mais propensas a ter convulsões, por exemplo. “A epilepsia é uma tendência crônica do cérebro a produzir crises epilépticas”, explica Letícia. Mas Henry “não tem diagnóstico de epilepsia”, disse Bruno, que tratou do ator. “Seus exames foram todos normais. Não houve alterações na função renal ou hepática, nada que pudesse sustentar uma crise. Principalmente seus exames cerebrais foram completamente normais”, disse o neurologista. “Ele teve uma convulsão porque estava sob muito estresse, porque ficou sem sono nos dias que antecederam a entrada em casa – e em casa, porque estava fazendo um exame muito exigente fisicamente”, acrescentou. Henry revelou que sofria de insônia crônica e dormia mal todos os dias antes de fazer o teste. “É só dormir, acordar, dormir, acordar, a tal ponto que você passa o dia inteiro exausto”, disse ele. Após o episódio, ela disse que estava em alerta e tomando medicação. “É um gatilho para uma grande mudança na saúde e na vida. Tenho que abandonar alguns hábitos.” O ator também comentou sua fala no programa sobre beber vinho todas as manhãs. “É besteira. É conversa fiada. O que eu quero mudar é o ritmo de trabalho, o estilo de vida. Não aguento mais tudo e me esforço para chegar a esse nível.” Como agir se você tiver uma convulsão? O caso também serve como um alerta sobre como se comportar diante de uma pessoa em crise convulsiva. A neurologista Letícia Sampaio afirma: “Não é preciso segurar a língua de uma pessoa com convulsão. A pessoa não mexe a língua. Mas esse é o erro mais comum, como pode ser visto pelas reações dos participantes do teste. Segundo especialistas, uma atitude recomendada é manter a pessoa com convulsão de lado. “A Associação Brasileira de Epilepsia desenvolveu um protocolo, chamado CALM, para lembrar as pessoas de manterem a calma diante de uma convulsão”, explica Letícia. Segundo a neurologista, cada letra da palavra, serve como um lembrete das instruções: C para “calma; A para “afastar o objeto”; L para “cercar a pessoa”; “marcar hora” para M; A é para “seguir a pessoa mais tarde”. “A maioria das convulsões duram entre 30 segundos e 2 minutos, depois de 5 minutos você tem que explicar com um médico do EMS nos Estados Unidos. A mãe dela e um dos filhos, a filha mais nova, Maria Eduarda, mora com a mãe. Mesmo se eu voltar para os EUA, farei acompanhamento online com o psiquiatra. Isso vai me ajudar muito.” “Agora é voltar para casa, voltar para minha mãe, voltar para meus filhos, voltar para minha vida, voltar ao trabalho. Com a coragem de sempre, mas com muitos outros cuidados. Sem tanta pressa, sem tanta preocupação.” Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTIC O podcast Isso É Fantástico, disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcast, traz ótimas reportagens, investigações e histórias interessantes para podcasts com o Fantástico: jornalismo ou acompanhe informações como Assine, Assine, Assine. Acompanhe o Fantástico, RENATA Podcast ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida no seu player de podcast favorito.


















