
Busca por crianças desaparecidas no Maranhão completa 15 dias com reforços da Marinha A Marinha do Brasil começou a usar equipamentos subaquáticos para procurar Agatha Isabelle, de 6 anos, e Alan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabale, interior do Maranhão. Ao todo, 11 militares começaram a trabalhar na operação a partir da manhã deste domingo (18). ➡️ O sonar de varredura lateral, também chamado de sonar de varredura lateral, é um instrumento utilizado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras. Emite raios laterais e produz imagens de fundos de rios ou mares, mesmo em áreas de pouca visibilidade. Os equipamentos vieram do Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, de Belém (PA), e chegaram a Bacabaal neste sábado (17). (Veja mais detalhes abaixo) 📲 Clique aqui e inscreva-se no canal g1 Maranhão no WhatsApp. Ele disse à polícia que estava com seus primos em uma casa à beira do rio que os agentes chamaram de “casa caída”. Segundo o secretário de Segurança Pública, Mauricio Martins, cães farejadores indicaram a presença de crianças no local e desceram por uma margem durante as buscas em direção ao rio. O Corpo de Bombeiros g1 informou que foi solicitado atendimento à Marinha devido ao risco para os mergulhadores. A baixa visibilidade, árvores caídas e correntes fortes dificultam o trabalho no rio. A extensão da busca na garganta do rio não é conhecida. A Marinha solicitou a redução do número de navios na área de busca para aumentar a eficiência operacional. As equipes deverão permanecer na região por 10 dias, com possibilidade de prorrogação. A busca pelas crianças desaparecidas no Maranhão completou 15 dias com reforços do Corpo de Bombeiros da Marinha do Maranhão enquanto o scanner produzia um “raio X” do fundo do rio Sonar e orientava os mergulhadores na busca. Divulgação/SSP-MA O capitão Simois Jr., da Capitania dos Portos do Maranhão, explicou que o equipamento, em tempo real, produz imagens do leito e da coluna d’água, o que permite a detecção de anomalias que depois são verificadas pelos mergulhadores, o que agiliza a busca. “Quando a gente vai fazer um exame do nosso corpo, um exame médico, ele faz um raio X ou algum outro tipo de escaneamento do corpo e ele consegue visualizar internamente. Segundo o capitão, o sonar foi utilizado na busca por desaparecidos após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), em dezembro de 2024. Além do sonar, a Marinha utiliza um hidroavião e um submarino. Segundo a Marinha, o sonar pode indicar: Objetos submersos: navios afundados, galhos e destroços. Mudanças de terreno: depressões ou elevações no leito do rio. Substância na água: óleo ou resíduo. Mudanças na visibilidade: Seções com turbidez ou neblina subaquática. O Vale do Rio Merrim cobre 98.289 km², o equivalente a 29,6% da região do Maranhão, sendo a maior bacia hidrográfica do estado, segundo o Projeto de Conservação e Restauração Merrim Springs, administrado pela Associação de Orientação Cooperativa do Nordeste (Associn). A Bacia Merrim abrange 84 municípios, 50 dos quais estão localizados inteiramente no vale. O rio nasce em Formosa da Serra Negra e deságua no Oceano Atlântico entre São Luís e Alcântara. Também desaparecidos em uma casa abandonada no Maranhão estavam cães farejadores que integram a força-tarefa de busca, indicando que as crianças estavam em uma casa abandonada no Rio Merrim durante a busca na quinta-feira (15). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP). Cães farejadores identificaram os irmãos e seu primo, Anderson Cow, de 8 anos – resgatado em 7 de janeiro – na chamada “casa caída”. É um abrigo simples, coberto com barro, troncos de madeira e palha. A estrutura está localizada no povoado de São Raimundo, na zona rural de Bacabal, interior do Maranhão. Segundo o Corpo de Bombeiros do Maranhão, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola de Bacabal até São Sebastião dos Pretos. Porém, considerando os obstáculos naturais como trilhas, lagos e matas, a distância percorrida até o local pode chegar a cerca de 12 km. O local, que poderia servir de ponto de parada para pescadores, fica às margens do rio Merim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco. Segundo o secretário de Segurança Pública, Mauricio Martins, não havia sinais da presença de outra pessoa e os cães detectaram exclusivamente o cheiro deixado pelas crianças. Segundo ele, as casas desta zona são utilizadas para plantação e pesca e os proprietários das casas têm residência permanente em Bakabale. No entanto, a investigação não forneceu detalhes sobre se essas pessoas irão prestar depoimento e se serão investigadas. O ponto foi descrito por Anderson Cow, de 8 anos, após ser encontrado no dia 7 de janeiro. Ela relatou à equipe multidisciplinar do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) que estava com ela que chegou ao local com os primos e deixou os dois em casa enquanto foram procurar ajuda. A secretária também explicou que os cães vagaram por uma margem próxima ao rio Merim durante a busca. As equipes não encontraram novos vestígios e o trabalho agora está avançando para uma escala maior. Equipes fazem varredura por quadrantes delimitando área de busca de crianças desaparecidas em Bacabal Segundo major Pablo Moura Machado, do Corpo de Bombeiros do Maranhão, as equipes passam a trabalhar por quadrantes para garantir uma varredura completa na área restrita. “Estamos a fazer metro a metro, centímetro a centímetro, para garantir que as crianças não estão lá”, explicou o major. Cada quadrante tem cerca de 90 mil metros quadrados. No total, são 45 quadrantes, dos quais 25 já foram totalmente vistoriados. A estratégia foi definida a partir de uma triangulação de onde as crianças foram, onde foram encontradas as roupas e onde o menino foi visto pela última vez. Para monitorar os trajetos realizados, bombeiros e voluntários utilizam um aplicativo de geolocalização para mapear os trajetos percorridos pelas equipes e identificar agentes ou voluntários caso alguém se desvie do grupo. Um aplicativo de geolocalização é utilizado para mapear o trajeto percorrido pela equipe e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo. Reprodução/TV Mirante Como são as buscas na região Cerca de 500 pessoas participaram das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários. Paralelamente às buscas, a Polícia Civil continua as investigações para colher informações que possam ajudar a identificar Agatha e Alan. O Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA), vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bakabale desde domingo (11). A equipa multidisciplinar do IPCA inclui uma psicóloga e uma assistente social, que são responsáveis pelas competências psicossociais e pela escuta das famílias das crianças. Veja infográfico Histórico de casos – Crianças desaparecidas no Maranhão Arte/G1 Agatha Isabel, de 6 anos, e Alan Michael, de 4 anos, estão desaparecidos no Maranhão Reprodução/TV Mirante

















