Parlamento Europeu leva a julgamento acordo entre Mercosul e União Europeia O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, assinado no último sábado (17), começou a enfrentar resistência dentro do bloco europeu. A França e a Alemanha assumiram posições opostas, enquanto o Parlamento Europeu decidiu levar o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), atrasando assim a sua entrada em vigor. 📱Baixe o aplicativo g1 para assistir notícias gratuitas e em tempo real O governo francês reagiu fortemente à perspectiva de o acordo entrar em vigor antes de uma revisão da justiça europeia. Para Paris, aplicar o acordo provisoriamente, mesmo depois de o Parlamento ter solicitado ao tribunal que revisse o texto, seria um desrespeito às normas democráticas do bloco. A porta-voz do governo francês, Maude Brezion, disse que tal decisão da Comissão Europeia seria inaceitável no atual contexto político. Segundo ele, depois da votação que ocorreu no Parlamento, não faria sentido ignorar a posição dos eurodeputados. No entanto, a Comissão Europeia ainda mantém a opção de implementar o acordo numa base provisória, pelo menos em teoria. Bruxelas, no entanto, afirma que nenhuma decisão foi tomada até agora. Pelo contrário, a Alemanha tem defendido que a UE avance com o acordo para proteger a sua credibilidade internacional. O Ministério da Economia alemão disse que a assinatura do acordo foi um sinal importante para o resto do mundo. Numa publicação nas redes sociais, a Ministra da Economia, Katharina Reich, destacou que a UE deve honrar os seus compromissos e continuar a ser um parceiro fiável no comércio mundial. O Parlamento Europeu sinaliza acordos com países da UE na sede do Parlamento Europeu.Hassan Anai/Ansplash em Estrasburgo, França Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu aprovou o envio do texto do acordo ao Tribunal de Justiça da UE, que analisará se o acordo respeita as regras e a base jurídica do bloco. A decisão foi apertada: 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Na prática, esta medida impediu que o tratado entrasse em vigor durante vários meses. Enquanto o tribunal analisa o caso, a Comissão Europeia ainda pode optar por uma aplicação provisória, mas esta possibilidade é precisamente o ponto de maior conflito político. Caso o tribunal de justiça identifique problemas no texto, o contrato terá de ser ajustado, o que poderá atrasar a sua aprovação final em pelo menos seis meses. Segundo a Agência France Press, sem a alteração o acordo não pode entrar oficialmente em vigor. Se o tribunal concluir que não há inconsistência, o processo regressa ao Parlamento Europeu para nova votação. Esse acordo foi assinado entre os dois blocos no último sábado (17). O presidente do Paraguai, Santiago Peña, que atua como presidente interino da Marcosur, classificou o acordo como um marco histórico. Segundo ele, o acordo fortalece o compromisso com o comércio internacional, o diálogo e a cooperação entre os países. Para Peña, numa situação global caracterizada por tensões, a relação entre a Europa e a América do Sul aponta para um caminho alternativo. Com mais de 700 milhões de clientes, o acordo cria a maior área de livre comércio do mundo, reunindo os 27 países da União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Mais de 90% do comércio dentro do bloco de texto prevê a eliminação de tarifas. Os líderes da União Europeia e do Mercosul comemoram em Assunção a assinatura de um acordo de livre comércio que encerra mais de 25 anos de negociações. Reuters/César Olmedo

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