A reativação da maior central nuclear do mundo, no Japão, foi suspensa esta quinta-feira (22), horas depois do início do processo, com o seu operador a anunciar que o reator permanecia “estável”. “Um alarme do sistema de monitoramento (…) soou durante o processo de ativação do reator e as operações na usina Kashiwazaki-Kariwa foram suspensas”, disse à AFP Takashi Kobayashi, porta-voz da operadora Tokyo Electric (TEPCO). Desde o desastre de Fukushima em 2011, a operação de um dos reatores desta central nuclear na província de Niigata foi suspensa. Apesar da opinião pública dividida, eles reiniciaram na noite de quarta-feira, após receberem luz verde do regulador nuclear do Japão. O reator é “estável e não tem efeitos radioativos no exterior”, disse Kobayashi, acrescentando que a operadora está “atualmente investigando” a causa do incidente, sem divulgar quando os processos serão retomados. A reativação estava originalmente marcada para terça-feira, mas foi adiada por um problema técnico no alarme do reator, que foi resolvido no domingo, segundo a Tepco. Kashiwazaki-Kariwa é a maior central nuclear do mundo em termos de capacidade de geração, embora apenas um dos seus sete reactores tenha sido reactivado. A central foi encerrada em Março de 2011, quando o Japão desligou todos os seus reactores nucleares após o triplo desastre de Fukushima – terramoto, tsunami e acidente nuclear. No entanto, o país quer reduzir a dependência dos combustíveis fósseis como fonte de eletricidade e retomar a geração de energia nuclear para alcançar a neutralidade carbónica até 2050.

















