Distrito Sonoro: Festival em Ceilândia une música, sustentabilidade e impacto social O Distrito Federal recebe neste sábado (31) a primeira edição do Festival Distrito Sonoro – evento cultural que integra música, sustentabilidade, impacto social e formação artística. O evento gratuito acontece das 17h às 2h, no Beco do Porco, na QNN 2, com público rotativo de 2 mil pessoas. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 DF no WhatsApp. Criado para fortalecer a cena musical do DF e dar visibilidade, principalmente aos DJs e produtores locais, o festival transcende os palcos. A iniciativa reúne mostras, painéis de debate, simpósios culturais, feiras criativas, trabalhos assistenciais e práticas sustentáveis, promovendo o diálogo entre artistas, agentes culturais e público. Os destaques incluem o painel Vozes da Cena, que discute empreendedorismo cultural, economia criativa e políticas públicas para a música, e DSX Talks, em formato de apresentação solo. À noite, a música é tocada no palco principal. Em entrevista a Ingrid Dias/G1 Protagonismo Periférico g1 durante o coquetel de lançamento do festival, o DJ e produtor cultural Gui Dantas, criador do Distrito Sonoro, explicou a inspiração do projeto. “O Bairro Sonoro nasceu da urgente necessidade de articulação dentro da cena DJ e produtora do DF, principalmente pela incerteza do trabalho cultural no pós-pandemia”, afirma. Sobre a escolha de Ceilândia, Gui destacou que é a maior região cultural do DF, com muita energia criativa, mas historicamente pouco contemplada por políticas de lazer e grandes eventos estruturantes. 🔎Ceilândia é a região administrativa mais populosa do DF e tem 53 anos. O fundador destacou que, mais do que um evento pontual, a proposta é criar uma rede contínua de oportunidades, circulação artística, formação profissional e diálogo com políticas públicas. Os festivais surgem como uma resposta concreta a esta lacuna. “Muitos artistas não conseguem aceder a editais, políticas de financiamento ou projetos-quadro de forma sustentável. Há falta de formação continuada e de políticas que vejam a música periférica como um vetor económico e cultural.” DJ e Produtor Sustentabilidade como Método Coquetel de Distribuição Ecocops Ingrid Dias/G1 Um dos pilares centrais do festival é a sustentabilidade ambiental. O objetivo é reduzir em até 80% o impacto ambiental gerado pelo evento. Para isso, serão implementadas logística reversa, coleta de materiais recicláveis, parcerias com cooperativas de reciclagem e a ação “Troc e Ganne”, que oferece brindes como copos ecológicos e sacolas ecológicas em troca de resíduos recicláveis. “O principal desafio está na oferta e no custo de práticas sustentáveis ​​em eventos independentes, principalmente nas periferias”, reconhece o produtor. “Um planejamento distrital sólido confronta isso de frente. A sustentabilidade não é uma retórica aqui, é uma abordagem.” A entrada no festival será gratuita, mas com doação de alimentos não perecíveis que serão doados para instituições sociais como Mesa Brasil e organizações comunitárias do DF. O festival também visa estimular a economia criativa local. “Ativamos diretamente a economia abrindo espaço para pequenos empreendedores em feiras criativas, além de empregar artistas, técnicos e intermediários locais”, explica Gui Dantas. “Promovemos parcerias com empresas da região, estendendo o impacto econômico para além do evento em si”. 🔎 O projeto é uma parceria do Coletivo Distrito Sonoro com o apoio do Instituto no Seter e Fomento da Secretaria de Cultura e Economia do Distrito Federal. Festival Distrito Sonoro 📅 Data: 31 de janeiro de 2026 ⏰ Horário: 17h às 2h 📍 Local: Beco do Porco – Sealandia, ao lado do Porks Sealandia, na QNN 2. Leia mais: Foto: Torre Palace faz parte do cenário brasiliense desde 1973 Vídeo: Ex-funcionário de restaurante comunitário joga bebida alcoólica em nutricionista do DF g1 Leia mais notícia no DF.

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