O vizinho de Davson disse que o jovem sonhava em ser jogador de futebol e condenou o descaso na praia. A alegria de dançar pacinho, a bola na mão e o sonho de ser jogador de futebol faziam parte do cotidiano de Davson Rocha Dantas, o adolescente de 13 anos que morreu após morder um praliné (acima). Ele foi retirado do mar por conhecidos na quinta-feira (29) e levado ao hospital da mesma cidade, onde chegou morto. Morador da Ilha do Maruim, comunidade à beira da praia onde ocorreu o incidente com o tubarão, Davson era frequentemente visto em vídeos postados em blogs locais. Segundo um vizinho ouvido pela TV Globo nesta sexta-feira (30), o adolescente estudava na escola Sigismundo Gonsalves, em Olinda, e era um menino feliz e sonhador. ✅ Receba notícias do g1 PE no WhatsApp “Ele, como toda criança, adorava jogar futebol, tomar banho de praia. Ainda segundo Valdenice, o sentimento dos moradores das comunidades do entorno da Praia de Del Chifre é de desamparo na orla. A dona de casa lembrou que, apesar dos sinais de alerta sobre o risco de incidentes com tubarões, não há fiscalizações nem ações dos bombeiros na área. “Precisamos muito de um corpo de bombeiros. Não estamos pedindo muito, não. Seja sexta, sábado, domingo e feriados. Nunca vimos bombeiro aqui nesta praia. Nunca. E não é a primeira vez, não”, afirmou. A Praia del Chiffre, próxima à divisa entre Olinda e Recife, possui placas alertando para o risco de tubarões e placas restringindo o surf e a prática de esportes náuticos. O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (SEMIT) monitora a área desde a década de 1990 e classificou o local como de alto risco. A morte de Divson renovou um debate de longa data sobre a segurança no mar. Ao descrever a rotina da família, Valdenis argumentou que muitas vezes a praia era o único espaço de lazer acessível às crianças da comunidade. “Sabemos que uma mãe não pode controlar seu filho 24 horas por dia, temos nosso próprio trabalho. E as crianças não vão ler placa… ‘Ah, tubarões proibidos’, não. As crianças não vão ler para poder entrar no mar, até porque nossos filhos não têm outros lugares para se divertir. Não temos parque, o que temos é que eles não vêm aqui de fato. Água, eles entram e não pensam em placa, não”, declarou Valdenis. Segundo relatos da família, Davson estava no mar com amigos quando foi atingido na coxa. Sua prima, Lydia Emmanuel, de 14 anos, disse que o adolescente saiu de casa “escondido” da mãe para ir à praia e foi retirado da água pelos próprios colegas antes de ser levado ao hospital. Fotos tiradas por pessoas na praia mostram a movimentação após o incidente com o tubarão e o momento em que o menino foi levado em um carro particular a caminho do hospital. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que a ligação foi feita às 14h21, mas quando a equipe chegou a vítima já havia sido retirada por banhistas. Segundo o médico Levi Dalton, que atendeu o adolescente, a mordida do tubarão atingiu a coxa direita de Divson, área do corpo vascularizada por artérias vitais. A extensão da lesão causou sangramento intenso e resultou na morte do adolescente. Olinda Reprodução/Perícia Instagram Espécie de tubarão morreu por mordida de tubarão “Ainda não sabemos a espécie, mas pela gravidade do ferimento, segundo o médico, foi uma mordida muito grave, com sangramento significativo. Suspeitamos que seja uma espécie de cabeça-chata. Ele também explicou as circunstâncias que contribuíram para o incidente. “Essas espécies relacionadas ao fenômeno aqui são espécies que têm um hábito mais costeiro, se aproximam de águas rasas, por assim dizer. Tem um motivo, por exemplo. Estava maré alta, a água estava turva, choveu ontem à noite. Então, tem algumas configurações ecológicas, mas há uma sociabilidade com espaços sociais onde há uma sociabilidade. Maior”, disse. Em entrevista ao vivo ao Bom Dia Pernambuco, da TV Globo, o secretário executivo da Cúpula também falou sobre a situação das placas que indicam o risco de incidentes com tubarões colocados no litoral do estado. “Infelizmente, alguns já foram danificados. Alguns já foram demolidos. Mas são 150 sinalizações e estamos sempre priorizando as áreas de maior risco e de maior fluxo de pessoas. (…) Indicam restrições às atividades marítimas como o surf e medidas preventivas para banhos de mar seguros”, declarou. Vídeo: Mais vistos em Pernambuco nos últimos 7 dias

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