
‘Parisópolis: 3 atos, 9 vidas’: filme busca mostrar que a ação em festa funk foi um massacre O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) voltou a defender que os 12 policiais militares acusados de matar nove jovens da comunidade de Parisópolis durante uma festa funk em 2019 serão julgados em tribunal do júri. Em nota apresentada à Justiça neste sábado (31), o Ministério Público sustentou que os agentes agiram com possível dolo, arriscaram a morte ao cercar a multidão e usaram táticas violentas de dispersão em áreas sem rota de fuga. Segundo o Ministério Público, os primeiros-ministros “atuaram com o objetivo principal de causar agitação, pânico e sofrimento numa humilhante demonstração de poder e arrogância contra o público que assistia a um evento cultural”. O protesto afirmou ainda que a ação policial impossibilitou a proteção das vítimas, descrevendo-a como “uma verdadeira emboscada”. O caso, que ficou conhecido como “Massacre de Paris”, completou seis anos em dezembro passado. Um tribunal de São Paulo decidirá a partir de março se o acusado será levado a júri popular, que será libertado. Eles passaram a ser acusados em 2021 após denúncia do MP. A declaração do Ministério Público é habitual no andamento processual após a conclusão das audiências de instrução, em novembro. O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, do 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital, ainda aguarda a defesa dos acusados para decidir se eles serão julgados por homicídio. As partes esperam que o tribunal decida até julho se os réus irão a júri popular. Os magistrados podem decidir pelo impeachment ou absolver sumariamente os primeiros-ministros, sem julgá-los. A resposta do primeiro-ministro ao assassinato de jovens mortos em Parisópolis Arte/TV Globo Agentes da Polícia Militar (PM) foram indiciados pelos deputados pelo crime de homicídio com intenção brutal (por arriscarem a morte ao encurralá-los em um beco de Parisópolis) e por arriscarem lesões corporais no mesmo incidente. eles). Outra possibilidade é que os magistrados possam reclassificar os crimes como homicídio culposo e lesão corporal (sem intenção de matar ou ferir). Essa, aliás, foi a conclusão da Polícia Civil, que investigou o caso. O Ministério Público discordou e entendeu que era essa a intenção. Todos os primeiros-ministros acusados já foram julgados pela Justiça neste ano por matar e ferir pessoas durante a operação em Paraisópolis (saiba quem são os acusados e as vítimas abaixo). ✅ CLIQUE AQUI PARA ASSINAR O CANAL G1 SP NO WHATSAPP VÍDEO VIDEO SHOW ATAQUE MP-SP condena PMs por nove mortes em Parisópolis De acordo com a denúncia do Ministério Público, PMs entraram em Parisópolis para dispersar mais de 5 mil pessoas que participaram naquela manhã do tradicional baile DZ7 em três ruas, em sua periferia comunidade Luizet e Renan em Rodolfolis. A promotora do caso é Luciana Jordão. Utilizando veículos, motocicletas e a pé, a polícia interceptou as vítimas, resultando na morte de nove jovens. Nenhum dos mortos estava por perto. Vídeos gravados por moradores e compartilhados nas redes sociais mostram policiais agredindo foliões. Além disso, segundo denúncia do Ministério Público, durante a dispersão pública, policiais usaram cassetetes, garrafas, barras de ferro e atiraram gás de pimenta contra o público. Um policial disparou um morteiro contra a multidão. A polícia então jogou bombas contra as vítimas. O MP informou ainda que os primeiros-ministros bloquearam as vias de acesso ao baile e impediram que os participantes saíssem de um beco comunitário conhecido como Viela do Luro. Eles então começaram a atacar os jovens, criando o caos. Muitos não conseguiram sair da pista e morreram sufocados ao serem pressionados uns contra os outros. Um laudo pericial da Polícia Tecno-Científica confirmou que a maioria morreu por asfixia por asfixia indireta. Segundo exame necroscópico, oito jovens morreram por asfixia e um por trauma. Além da condenação, o parlamentar precisa estabelecer um valor mínimo para reparar os danos materiais e morais causados pela violação. Segundo a Defensoria Pública, os familiares das vítimas já foram indenizados pelos assassinatos cometidos pelo primeiro-ministro. O pagamento foi feito em 2021, conforme determinação do governo de São Paulo após representação do órgão. Manifestação de moradores acusados de morte acidental pela polícia nesta quarta-feira (1), no centro de São Paulo, em memória dos dois anos da morte de 9 jovens de Paraisópolis. Alison Sales/Futura Press/Estadano Conteúdo A Defesa do Primeiro Ministro dá outra versão do incidente policial que deixou mortos e feridos em Parisópolis. Em geral, a polícia alegou que perseguia dois suspeitos de roubo em motocicletas – eles nunca foram identificados ou presos. A dupla teria entrado na festa funk e disparado contra uma viatura da polícia. Isto causou pânico entre os frequentadores, que correram para a Viela do Loro onde supostamente se agrediram. Não há como sair do lugar. Segundo a polícia, houve resistência regular, com pessoas supostamente atacando os agentes com paus, pedras e garrafas. A polícia disse que, por questões de segurança, foi necessário o uso de bastões, balas de borracha, bombas de gás e bombas atordoantes para dispersar a multidão que participava do evento. Em sua defesa, o Primeiro-Ministro disse ainda que as vítimas morreram acidentalmente após uma debandada na sequência de um distúrbio causado pelos bandidos. Oito tribunais já ouviram o processo, que apura as causas das mortes e dos feridos e possíveis responsabilidades. Eles fazem parte da fase de investigação, que é conduzida para saber se há indícios de que o acusado cometeu o crime. Nas audiências probatórias, são obtidos depoimentos de testemunhas e depoimentos de acusação. A última fase foi em novembro, quando os 12 acusados foram interrogados no Fórum Criminal da Barra Funda, na Região Oeste. Todos estiveram presentes na sessão, mas apenas um dos arguidos foi entrevistado – uma agente policial. Os outros 11 primeiros-ministros acusados, todos homens, permaneceram em silêncio. “Na próxima etapa, as partes apresentarão suas alegações finais por escrito e, somente após esta etapa será decidido se os réus serão julgados por júri”, diz citação da nota do Tribunal de Justiça (TJ). Juiz das 12 PM decide se PMs do massacre de Paraisópolis vão para júri popular Secretaria de Segurança Pública (SSP), segundo os 11 PMs acusados no caso do massacre de Paraisópolis, “deslocaram e ocuparam funções proporcionais ao seu nível hierárquico”. Apenas um dos policiais acusados permanece na força: foi demitido por cometer grave infração disciplinar não relacionada à morte dos nove jovens. A Polícia Militar não informou qual foi a irregularidade. Veja abaixo os 12 réus indiciados pelas mortes de vítimas em Paraisópolis e quais crimes eles enfrentam. Tenente Alain Ferreira Inácio – Acusado de homicídio Subtenente Leandro Nonato – Sargento Assassino João Carlos Mesias Miron – Assassino Cabo Paulo Roberto do Nascimento Severo – Assassinato Luis Henrique dos Santos Cuero – Assassinato (ex-cabo primeiro-ministro; demitido de outra corporação de Gabriel) Luis de Oliveira – soldado morto Anderson da Silva Guilherme – soldado morto Marcelo Viana de Andre – soldado morto Mateus Augusto Teixeira – soldado morto Rodrigo Almeida Silva Lima – soldado morto José Joaquim Sampaio – soldado morto Marcos Vinicius Silva Costa – 9 pessoas Vítima do falecido. SP Wagner Villas/Encuador/Estado exibindo “Massacre de Parisopolis” para a justiça perante o Fórum Penal Ministro na Barra Funda, Zona Oeste do Estádio sujeitou 12 réus acusados de participação no assassinato de nove pessoas; Veja quem são as vítimas e como morreram: Mateus dos Santos Costa, 23 anos, morreu por trauma Gustavo Xavier, 14 anos, morreu por asfixia Marcos Paulo Oliveira, 16 anos, morreu por asfixia Gabriel Rogerio de Moraes, 20 anos, morreu por asfixia Dendues, 1 ano, morreu por asfixia. Henrique Quirino, 16 anos, morreu por asfixia Denis Guilherme dos Santos, 16 anos, morreu por asfixia Luara Victoria de Oliveira, 18 anos, morreu por asfixia Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos, morreu por asfixia Assassinato de 9 jovens em Paraisópolis Supressão ao baile funk: pelo menos 16 mortos e 6 adolescentes T perdem a visão na ‘Operação Pancadao’ em SP, diz estudo


















