
A polícia explicou os pontos que ajudaram a identificar o suspeito do ataque ao cachorro Oreha A Polícia Civil solicitou a internação temporária do adolescente suspeito de agredir o cachorro comunitário Oreha, em Florianópolis. O jovem será acusado de uma violação semelhante a uma contravenção. A defesa do menor afirmou em nota que “as informações que se tornaram de interesse público são meramente material circunstancial, que não constituem prova e não justificam decisão final” (leia a íntegra da nota ao final do texto). A cadela comunitária Orella morava na Praia Brava, região turística de Florianópolis. Ele foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro. No dia seguinte, os moradores encontraram o cachorro ferido. Ele foi levado ao veterinário, mas não resistiu e morreu. ✅Clique e acompanhe o canal g1 SC no WhatsApp O pedido de internação da Polícia Civil está relacionado à conclusão do inquérito sobre a morte do cachorro Orella que indica o envolvimento do adolescente no ataque ao cão policial Orella. ➡️Os nomes, idades e localização dos suspeitos não foram divulgados na investigação, visto que a Lei da Criança e do Adolescente (ECA) prevê total sigilo nos processos envolvendo menores de 18 anos. O vídeo mostra Orella, o cachorro acusado de agredir a adolescente, saindo do condomínio no dia 4 de janeiro e retornando ao que a Lei da Criança e do Adolescente (ECA) descreve como uma infração que seria considerada crime se o autor do crime fosse maior de idade. Porque esta norma estabelece que menores de 18 anos não podem ser punidos nos termos do Código Penal. Os menores não podem ser presos assim. Apesar disso, eles podem ser apreendidos e detidos. Segundo o ECA, a reclusão pode ser fixada por no máximo 45 dias, antes da prisão. Ao g1, o advogado criminalista Leonardo Tajaribe Jr., sócio do escritório Paolo Klein Advogados, explicou que, no caso dos menores, as medidas de internação temporária equivalem à prisão preventiva para adultos. “Se o magistrado entender que a gravidade desta lei e a repercussão social motivam a sua aplicação, trata-se de uma medida extrema que pode durar até 45 dias e pode até ser prescrita para garantir a segurança pessoal do menor”. Uma vez confirmada a violação, as autoridades poderão aplicar as seguintes medidas de acordo com o ECA: advertência; Obrigação de reparar danos; prestação de serviço comunitário; independência auxiliar; inserção na semi-independência; Internação em instituição de ensino. O que diz o ECA sobre internação? A internação é uma das medidas oferecidas ao adolescente infrator. Priva o menor da sua liberdade. A duração máxima da internação é de três anos. A medida só poderá ser aplicada nas seguintes situações: quando a infração for cometida por meio de grave ameaça ou violência; se o jovem cometeu outras violações graves; Por descumprimento reiterado e injustificado de outras medidas anteriormente impostas. O ECA prevê ainda que, caso outra medida seja mais adequada, o adolescente não poderá ser internado. A internação tem regras: deve ser feita em entidade específica para adolescentes; Durante a internação, inclusive a internação temporária, são obrigatórias atividades educativas. O jovem detido tem os seguintes direitos: falar em privado com o Ministério Público; Apelar diretamente a uma autoridade; Fale você mesmo com reserva com o defensor; ser informado da situação processual sempre que solicitado; deverão ser internados no mesmo local ou hospital mais próximo da casa dos pais ou responsáveis; receber pelo menos visitas semanais; correspondência com familiares e amigos; receber escolaridade e formação profissional; Realizar atividades culturais, esportivas e de lazer: de acordo com suas crenças, e receber assistência religiosa pelo tempo que desejar; No momento da internação leve documentos pessoais necessários à vida em sociedade. O que a Polícia Civil decidiu no caso do cachorro Orella? A Polícia Civil solicitou internação temporária do adolescente identificado como agressor de Orela. Ele foi um dos que estiveram nos EUA durante a investigação. “Diversas vezes ele se contradisse e omitiu informações importantes para a investigação”, afirmou o deputado Renan Balbino. Segundo o relatório da Polícia Científica, Orella sofreu um traumatismo contuso na cabeça, que pode ter sido causado por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. A investigação foi enviada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) hoje, terça-feira (3). O delegado Renan Balbino explicou o desenvolvimento das informações e das investigações no caso do cachorro Orella. “O desenrolar do incidente começou às 5h25, quando o adolescente saiu do condomínio da Praia Brava. Às 5h58, ele retornou ao condomínio com uma amiga. “Fotos, roupas e testemunhas confirmam que ele estava na praia”, disse o representante. Cão Orelha Praia Brava Reprodução/Redes sociais A defesa do adolescente identificado como agressor do cachorro é o que Orelha diz a seguir. Veja abaixo a nota completa da defesa de Kishore. Os advogados Alexandre Cale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem envolvido indevidamente no caso do cachorro Orella, alertaram que as informações que se tornaram de interesse público são apenas material circunstancial, que não constitui prova e não autoriza decisões específicas. A defesa atua de forma técnica e responsável, pautada pela busca da verdade real e pela demonstração de inocência e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos da investigação. Destacamos que a politização do caso e a necessidade de condenar qualquer pessoa a qualquer custo alimentam a opinião pública baseada em investigações frágeis e inconsistentes que minam a verdade, violam gravemente o Estado de direito e prejudicam violenta e irreparavelmente pessoas inocentes. Vídeo: G1 SC mais visto nos últimos 7 dias


















