Escassez de mão de obra: O estudo da Findace destaca o impacto em todos os setores da economia das vagas de emprego disponíveis e da falta de trabalhadores para preenchê-las. Esse é um problema que o Espírito Santo enfrenta atualmente, a chamada “escassez de mão de obra”. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do estado, a Findes. Segundo pesquisas, a dificuldade na contratação de profissionais se deve a diversos fatores e, por consequência, dificulta o crescimento da economia capixaba. 📲 Clique aqui para acompanhar o canal g1 ES no WhatsApp A gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, disse que, no estado, foram identificados três principais fatores que levaram ao apagão: novas tendências no mercado de trabalho; economia quente; e questões estruturais. Novas tendências no mercado de trabalho Não é novidade que a tecnologia mudou a forma como trabalhamos em todo o mundo. E não é diferente no Espírito Santo. Segundo Findes, o desafio cria a necessidade de reciclagem para que os trabalhadores adquiram novas competências para fazer face à modernização dos processos. Além disso, o envelhecimento da população traz consigo mudanças. Com as alterações demográficas, aumenta a procura de serviços dirigidos à população idosa e a necessidade de absorção destas pessoas. “Se há escassez de mão de obra e a população está envelhecida e disponível para trabalhar, então novamente é preciso passar pela qualificação e preparação, para que essas pessoas também possam ocupar esses lugares”, disse o gestor executivo. Leia mais: Trindade: Ilha desabitada no litoral do Brasil recupera vegetação após devastar cabras que destroem áreas verdes Emboscada: Cowboy morto a tiros enquanto equipe do ES vai trabalhar em fazenda: Criminosos se disfarçam e estudam drogas até com trabalhadores rurais. O destaque é um problema comportamental. Marília explica que a Geração Z, nascida entre 1995 e 2010, chega ao mercado de trabalho com novas demandas, maior preocupação com questões de diversidade e propósito. A flexibilidade também é uma exigência dos jovens, mas, neste caso, vai ao encontro do que procuram os mais velhos, que, devido à pandemia, encontraram novas formas de trabalhar: “Durante a pandemia, quando grande parte dos trabalhadores puderam ir para casa e trabalhar a partir de casa, foi introduzida no mercado de trabalho uma flexibilidade que os trabalhadores de hoje também procuram”. Os trabalhadores buscam a flexibilidade introduzida no mercado de trabalho durante a pandemia da Covid-19. Divulgação Economia Quente O mercado de trabalho capixaba também responde logicamente ao desempenho de uma economia quente. À medida que a população consome mais, há maior demanda por bens e serviços e consequentemente, a produção precisa aumentar. “Mas hoje a taxa de desemprego no Espírito Santo é de 2,6%. Ou seja, estou procurando trabalhador, mas ele já está empregado. Ou no mercado formal, onde a procura é grande, ou no mercado informal”, disse Marília Silva. A informalidade responde muitas vezes à necessidade de serviços mais flexíveis e com pagamentos mais rápidos, explica o diretor executivo do Observatório Findes. Segundo ele, as questões abrem espaço para uma discussão importante: “O modelo de recrutamento formal que temos atende às necessidades da população?”, questionou Marília. trabalhadores; Segurada Carteira de Trabalho e Previdência Social Agence Brasil Questões Estruturais Além das mudanças que o mercado de trabalho está passando, há questões estruturais que dificultam o preenchimento de vagas. Um deles é o alto índice de informalidade. Marília Silva cita os dados: “Quase metade dos ocupados trabalha no mercado informal. A maioria das pessoas fora da força de trabalho são mulheres, ou muito jovens, ou com mais de 60 anos, com pouca escolaridade”. Para o especialista, o cenário deve focar no perfil do trabalhador disponível. É preciso garantir através de políticas públicas que as pessoas disponíveis tenham acesso ao mercado de trabalho, mas também é preciso que as empresas estejam dispostas a empregá-las. “Sabemos que muitas mulheres não ingressam no mercado de trabalho por conta de afazeres domésticos, idade, problemas de saúde. Portanto, é preciso atender primeiro essa demanda para que a mão de obra se torne uma oferta e possa ser contratada pelos empresários”, observou. “É um casamento entre as políticas públicas, que permitem à população disponibilizar o seu trabalho, e a vontade do empresariado de estar atento a estas tendências”, acrescenta o gestor do Findes. A solução sugerida pelo pesquisador passou por pagar melhores salários, mas não só. Marília destacou que é atrativa a tarefa de pensar o que pode ser feito para atender às demandas dos colaboradores, a existência de planos de carreira e a possibilidade de qualificação. Vídeo: Tudo sobre o Espírito Santo g1 Acompanhe as últimas notícias do Espírito Santo

Source link

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui