As reformas trabalhistas promovidas pelo presidente argentino, Javier Millei, foram aprovadas no Senado na manhã desta quinta-feira (12) e agora estão nas mãos da Câmara dos Deputados, enquanto os protestos na Argentina têm marcado confrontos entre policiais e manifestantes. ✅ Acompanhe no WhatsApp o canal de notícias internacional g1 42 votos a favor e 30 contra, o texto será debatido pelos deputados nos próximos dias, que ainda poderão analisar a proposta. O esquema flexibiliza contratos, reduz indenizações, facilita demissões e limita direitos, entre outras mudanças. (Saiba mais abaixo). A proposta de Milli causou alvoroço no país. Nesta quarta-feira (11), manifestantes e policiais entraram em confronto durante um protesto contra as reformas. Segundo a imprensa local, pelo menos quatro agentes de segurança ficaram feridos e dois foram detidos. Segundo o jornal Clarín, a tensão começou por volta das 15h, quando a polícia tentou confiscar a bandeira dos militantes de esquerda. Os agentes também usaram spray de pimenta. Mais tarde, outro confronto ocorreu perto da Praça do Congresso. Os manifestantes atiraram pedras, garrafas e outros objetos contra os policiais. Clarin também gravou a preparação de coquetéis molotov. Segundo a imprensa local, a polícia voltou a usar spray de pimenta e acionou um caminhão com canhão de água. Os manifestantes derrubam uma cerca. As forças de segurança também dispararam balas de borracha. Mulheres disparam gás lacrimogêneo durante um protesto em frente ao Senado da Argentina, REUTERS/Cristina Seal em 11 de fevereiro de 2026 Leia mais Miley faz reformas trabalhistas após eleições legislativas na Argentina em seu celular durante uma cirurgia Luis Robio/AFP O governo afirma que a reforma incentivará a formalização em um mercado de trabalho onde 40% dos trabalhadores permanecem informais. As mudanças também devem reduzir custos juntamente com as demandas trabalhistas. Os partidos da oposição e os sindicatos contestaram esta afirmação, argumentando que não haveria criação de emprego face à estagnação económica, ao declínio e ao declínio da produção industrial. “O verdadeiro problema é a destruição de empresas devido à abertura arbitrária de importações”, disse Daniel Rosato, presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas Industriais Argentinas (IPA). Segundo ele, 18 mil empresas foram fechadas nos últimos dois anos. O sector exige que as reformas sejam acompanhadas de incentivos ao investimento industrial. O governo discutiu cerca de 30 alterações no texto original para garantir celeridade na aprovação na Câmara dos Deputados. O objetivo é transformar a proposta em lei antes de 1º de março, quando Javier Maile inicia a sessão geral do Congresso. “Hoje será aprovado. É uma legislação possível, que irá satisfazer os empresários e os trabalhadores ficarão muito satisfeitos. As alterações de última hora acordadas até à meia-noite serão conhecidas no debate”, disse a senadora Carolina Losada, aliada do governo. No entanto, existem diferenças entre os sindicatos. Tal como os trabalhadores do sector petrolífero (Aceiteros) que defendem a greve, são os que lutam mais arduamente. Desde que Miley assumiu a presidência, em dezembro de 2023, a política de abertura e enxugamento econômico do estado resultou na perda de aproximadamente 300 mil empregos formais, com impactos na construção civil, na indústria e na economia regional. Vídeos: tendências no g1 Assista a vídeos em alta no g1

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