
Manuela Corosi é a primeira brasileira a se formar em canto lírico pela Juilliard. Aos 7 anos, ao descobrir Luiz Gonzaga, Manuela Corosi, de Brasília, recebeu dos pais um acordeão de brinquedo. Assim começou sua paixão pela música, que o tornaria, aos 24 anos, o primeiro brasileiro a se formar em canto lírico em um dos maiores conservatórios de música do mundo: a Juilliard School. 🔎 Juilliard School: Fundada em 1905, é uma das instituições de artes cênicas mais prestigiadas do mundo e está localizada em Nova York, nos EUA. Com a formatura marcada para maio deste ano, a soprano afirma que, apesar de anos de estudo, o fascínio pela ópera continua o mesmo. “É tudo muito fantástico, muito intenso e muito alegre. Cantar é um reflexo, talvez uma amplificação, de quem sou. A arte é também um espelho de quem todos somos. Por isso é tão necessária”, afirma Manuela. 🎵 Ato 1: Trajetória Musical Manuela Corosi é a primeira brasileira a se formar pela Juilliard em canto lírico. Menor Tomaz/Procriação O que distingue a criança Manuela — conectando-se e descobrindo a arte — anos de dedicação à música de cantora de ópera formada: aos 7 anos: ingressou em um projeto de extensão da Universidade de Brasília (UNB) de música infantil; 10 anos: Ingressa na Escola de Música de Brasília para estudar piano clássico; 12 anos: Participou da apresentação lírica infantil da ópera Carmen de Bizet no Teatro Nacional Claudio Santoro; Aos 15 anos: Frequenta aulas de canto clássico na Escola de Música de Brasília e depois cursos técnicos; Aos 17 anos: Foi aprovado no curso de música da Universidade de Brasília (UNB); Aos 19 anos: passou em três rodadas de seleção para Juilliard. Manuela foi selecionada entre mais de 400 candidatos de todo o mundo e ganhou 90% das bolsas para estudar na Juilliard School. Dez alunos foram convocados para o curso em Nova York. Destes, além dos brasilienses, cinco são estrangeiros e quatro são norte-americanos. 🎤 Ato 2: Ano na Juilliard Manuela Corosi, cantora compositora de Brasília, se apresentando pela Casa Thomas Jefferson Mudando-se para uma das maiores cidades dos Estados Unidos, a jovem viveu seu primeiro choque cultural: contrastado com o silêncio das ruas da Asa Norte em Brasília, com o movimento não-top das ruas de Nova York. 🚨 “O maior desafio de sair de Brasília com destino a Nova York foi a sirene da ambulância. Não tínhamos ideia do volume da sirene”, disse a jovem. Brincadeiras à parte, Manuela diz que a escola tem alta carga horária, nota média de 7,3 e baixa tolerância ao absenteísmo. Por outro lado, oferece suporte musical e técnico completo. 📚 Quando questionado sobre sua matéria favorita, ele admite ter aprendido profundamente sobre teoria e percepção musical. Nas disciplinas de literatura vocal italiana, história da música e análise de ópera, ele diz que foi o primeiro a mergulhar na pesquisa. Não só por curiosidade, mas também para entender a técnica vocal dos cantores que interagem com seu repertório. Manuela Corosi durante a apresentação. Entre as referências do Lesser Tomaz/Reprodução, Manuela destaca cantoras das décadas de 30 e 40 como Ida Mikolis, Renata Tebaldi, Lina Bruna Rasa, Elena Soliotis. “Eu digo que essas pessoas também me deram aulas de canto. Elas ouvem gravações por horas e tentam entender como é feita a técnica, como é feita a estética”, disse a jovem. Manuela diz que enfrentou desafios financeiros enquanto estudava na Juilliard: Durante um tempo, ela teve que trabalhar em quatro empregos para poder pagar moradia e alimentação e os 10% que a bolsa não cobria. “Era uma escola que não era pensada para quem tinha que trabalhar e estudar, o que sempre aconteceu comigo. Cheguei a um ponto em que acreditava que a formatura era impossível”, lembra a jovem. Depois de abandonar a faculdade por um ano em Nova York e tentar se transferir para a Academia de Música Liszt Ferenc, em Budapeste, na Hungria, a Coordenação Juilliard concedeu à jovem uma bolsa de 100% para concluir seus estudos nos Estados Unidos. Na quarta-feira (11), Manuela apresentou um recital equivalente ao trabalho do curso no Brasil para se formar na Juilliard. Agora só falta concluir as disciplinas incluindo provas e trabalhos até o mês de maio. 🎙️ Ato 3: No ano seguinte Manuela Corosi frequenta escola pública no DF e concorre com outros 400 candidatos por uma vaga na Juilliard School. Menor Tomaz/Divulgação Para comemorar a formatura, a soprano só quer uma coisa: comemorar do melhor jeito brasileiro, com churrasco e caipirinhas. 🍋🟩🍖 O músico quer construir uma carreira internacional na Itália, mas também se apresentar em palcos na América Latina. “Não há melhor maneira de comemorar tal conquista do que colocar em prática o que aprendi e criei. Estar no palco é sempre uma grande celebração. Meu maior objetivo, eu acho, é realmente levar a voz do Brasil para o mundo e trazer o mundo de volta ao Brasil e nos colocar nesse centro das atenções”, disse Manuela. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

















