O que se sabe sobre a morte de uma professora cujo corpo foi exumado quase um ano depois A Polícia Civil de Franca (SP) investiga as circunstâncias da morte de Tatien Sintra dos Santos Cardozo, consultora educacional de 42 anos. Ele morreu em abril de 2025 após fazer um churrasco em casa. Na última quarta-feira (11), uma equipe (SP) do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo exumou o corpo de Tatian após a Justiça aprovar o procedimento a pedido da Polícia Civil. A suspeita da polícia é que o conselheiro tenha sido envenenado. Faça parte do canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A família discorda que Tatian morreu de causas naturais. Segundo familiares, ela teve uma vida de casada conturbada. Recentemente, ela descobriu que o marido William Ferreira Cardozo está tendo um caso extraconjugal. Depois de esperar quase um ano por respostas, os familiares de Tatian esperam que o teste esclareça o que o matou. “Se algo incomum aconteceu com minha irmã, esperamos justiça. Vamos aguardar o que será noticiado a partir de agora”, disse Fabiana Sintra dos Santos Barros. Morre consultora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo Franca (SP) em arquivo privado Abaixo, o g1 mostra o que se sabe sobre o caso e o que ainda precisa ser esclarecido. Quando e como Taciano morreu? A consultora educacional faleceu no dia 20 de abril de 2025 após fazer um churrasco em casa com a família do marido. A filha mais velha, de 20 anos, disse que acordou de madrugada quando o pai lhe telefonou porque a mãe se sentia mal. Entrei no quarto e encontrei Tatien deitado na cama, imóvel. Havia evidências de vômito ao seu lado. A jovem tentou reanimar a mãe, que ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas Tatien não resistiu. A consultora educacional Tatien Sintra dos Santos Cardozo Franca (SP) morreu em arquivo privado O que mostrou o relatório da autópsia? Um exame necroscópico realizado pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) de Franca mostrou que Taciano apresentava um inchaço anormal no fígado, conhecido como hepatomegalia de origem desconhecida. Também tinha cheiro de etil. O relatório concluiu que a morte foi causada por broncoaspiração, quando líquidos ou sólidos entram no trato respiratório. O caso foi registrado como morte natural na delegacia de Polícia Civil. Exame necroscópico mostra que Tatien Cintra dos Santos Cardozo morreu devido a inchaço anormal no fígado, por que a polícia decidiu abrir inquérito em Franca (SP) Reproduções/EPTV? A família de Tatien discorda que Tatien tenha morrido de causas naturais porque ela era saudável e mantinha os exames em dia. “Minha irmã era jovem, cheia de saúde. Seus exames estavam em dia, matriculada em duas escolas e teve que fazer exames. Uma semana antes de falecer, ela contou a uma prima que faria exame de procedimento estético no mês que vem. Não tenho dúvidas de que está tudo bem com a saúde dela”, disse a irmã Elaine Cristina Santos Tristão. No entanto, Tatian começou a apresentar sintomas como diarreia, vômitos e dor de cabeça dias antes de sua morte. “Nós a questionamos sobre passar mal e ela disse que estava muito sobrecarregada no trabalho, era muito difícil. Ela tinha vômito, diarreia, dor de cabeça. Notamos que ela começou a sentir gases”, conta a irmã Fabiana. Além disso, a família informou à Polícia Civil que o marido dela teve problemas com a conselheira. Eles estiveram juntos por 24 anos, mas se separaram ao descobrir sua infidelidade. Parentes buscam justiça para Tatien Sintra em Franca, SP Lindomar Calton/EPTV Em abril de 2025, já se passaram dez meses desde que o casal reatou. A família foi contra a retomada do relacionamento devido ao comportamento abusivo de William para com sua esposa. Após a morte de Tatien, familiares descobriram que ela estava mais uma vez insatisfeita com o relacionamento ao saber que William não havia encerrado seu caso extraconjugal com sua esposa anos antes. A família contou à Polícia Civil que no dia da morte de Tatien, William mandou uma mensagem no celular avisando que tudo acabaria no dia 20. “Uma das mensagens mais fortes que vimos dela foi ‘espere o dia 20 que tudo se resolve’. E no dia 20 ela morreu. É para a polícia. O que eu acho é que a morte da minha tia não foi uma coisa normal”, disse a sobrinha Ana Rita Sintra. Por que o corpo foi exumado um ano após a morte? Quando Tatien morreu, a Polícia Civil chegou a solicitar ao IML de Franca a exumação de seu corpo, mas o procedimento foi negado. Segundo o delegado Davy Abmael Davy, os legistas afirmaram que um produto químico foi aplicado durante a preparação do corpo para dormir na funerária, o que teria comprometido o resultado dos exames. Corpo da consultora educacional Tatien Cintra dos Santos Cardozo exumado em Franca, SP Caique Castro/EPTV Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou indícios de que Tatien foi envenenado. Um novo pedido do corpo foi feito ao tribunal em janeiro de 2026 e aprovado no início de fevereiro. Tatiana tinha alguma queixa contra o marido? A família de Tatien teve acesso ao seu celular após sua morte. Em diversas mensagens enviadas a uma amiga, a orientadora educacional mencionou sua tristeza ao descobrir a infidelidade do marido quando eles voltaram a ficar juntos. Em uma das conversas, Tatien chegou a dizer que William a atacou durante uma briga com o amante. Nas mensagens, ela disse que puxou o cabelo da mulher e o marido interveio, agarrando-a com força pelo pescoço. Tatien até tirou uma foto com as marcas no corpo, mas se recusou a seguir o conselho da amiga de prestar queixa por lesões corporais contra o companheiro. Tatien Cintra e seu marido William Ferreira Cardozo, Franca (SP) Arquivo Privado A polícia trata o marido como suspeito? A investigação foi mantida em sigilo pela Polícia Civil. Durante a extração foram coletadas amostras de vísceras, rins, fígado e baço e amostras de sangue. Até o momento, o delegado tenta encontrar respostas para a causa da morte e evita nomear um suspeito. “A expectativa em relação a essa recuperação é muito grande, porque é uma evidência muito eficaz, muito convincente (…) Vamos aguardar o laboratório para determinar se havia realmente alguma outra substância anormal no corpo que poderia ter causado a sua morte”, disse Davey. William não esteve no cemitério na última quarta-feira para ver o corpo. Sua representante, a advogada Letícia Antinori, acompanhou o trabalho do IML e disse que colaborou com a investigação. “Até o momento estamos cooperando com a investigação. Acreditamos na inocência do Guilherme e acreditamos no trabalho dos peritos, da Polícia Civil, do MP. Vamos acreditar que a justiça será feita da melhor forma possível para todos”. Ainda não há prazo para a conclusão do laboratório com os restos do consultor educacional. Davy Abmael Davy, Delegado da Polícia Civil (SP) de Franca Lindomar Calton/EPTV Região Veja mais notícias no g1 Vídeo Ribeirão e Franca: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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