
No início da região indígena Waimiri Atroari, BR-174, na divisa entre Roraima e Amazonas Caíque Rodrigues/g1 RR O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu o prazo de 30 dias para um acordo de convivência entre os moradores do rio Waimiri Atroari. Região Branca. A decisão, anunciada na última sexta-feira (13), pede que o sindicato resolva um conflito ao sul de Roraima que já dura mais de uma década. O principal objectivo desta medida é garantir a livre navegação de pessoas e mercadorias nos rios Jauperry e Macukua. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 RR no WhatsApp Além do acordo, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) são obrigadas a preencher um Relatório Detalhado de Identificação e Delimitação (RCID), estudo governamental que determina os limites das terras indígenas. g1 Roraima, AGU, Funai e Associação Comunitária Waimiri Atroari (ACWA) entraram em contato com o governo e aguardam resposta. Entenda o conflito O caso foi aberto pelo governo de Roraima em 2007. O estado alega que a comunidade tribal havia erguido barreiras flutuantes no rio, fora da área oficialmente demarcada. Essas estruturas dificultam a circulação dos ribeirinhos e atrapalham o transporte para o sul do estado. A região indígena Waimiri-Atrori é considerada a mais protegida da Amazônia, sendo fundamental para a proteção dos recursos naturais e das culturas que ali vivem Zoológico Nacional Smithsonian, Instituto de Biologia da Conservação. Em agosto do ano passado, foi ouvido um acordo entre as partes. Na ocasião, o ministro suspendeu o processo de finalização do estudo e pactuação de compartilhamento da área para órgãos federais. Dino destacou que o acordo deve garantir a passagem de servidores dos governos federal e estadual. Segundo a decisão, estes profissionais deverão ter livre acesso à prestação de serviços essenciais, especialmente nas reservas de desenvolvimento sustentável da região. Falta de consenso O STF definiu o novo limite de 30 dias porque AGU e Funai não chegaram a um acordo sobre quando as obras serão encerradas. Em nota sobre o processo, o sindicato pediu mais 60 dias. Já a Funai pediu 30 dias e informou que “o RCID está em estágio avançado de elaboração, aguardando a conclusão do levantamento fundiário, bem como do levantamento dos não indígenas” com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026. A solução não foi definida pelos órgãos federais e o processo está em andamento, com cerca de duas rodadas de decisões finais sendo encaminhadas ao ministro. Ele disse que até que o problema seja resolvido, os ribeirinhos e funcionários públicos estão sofrendo com obstruções no rio. Assista ao trailer do documentário da Red Amazonica sobre o povo Waimiri Atrowari: Trailer ‘Kinja – Gente Real’, de 2023. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.