
Aluísio Veras Neto é preso em motel em Rio Branco após denunciar estupro O advogado Aluísio Veras de Almeida Neto, 42, foi preso nesta segunda-feira (16) pelo estupro e cárcere privado de um jovem dentro de um motel em Rio Branco, suspeito de matar David Waverton Matos Araujo em julho do ano passado. Alusio foi acusado de homicídio pela Polícia Civil e o caso foi encaminhado à Justiça em 2025. Ele usava tornozeleira eletrônica e aguardava o andamento do caso em liberdade. Desde 2015, seu status na OAB é regular. A reportagem tenta comunicar a defesa do advogado. 📲 Entre no canal g1 AC no WhatsApp O deputado Leonardo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção Individual (DHPP), confirma que indiciou o advogado e acredita que o Ministério Público do Estado (MP-AC) solicitou sua prisão pelo homicídio. Segundo o delegado, na época questionado sobre o crime, Alusio afirmou ‘não se lembrar do que aconteceu’ com David Waverton. Alucio Veras David Waverton responde à morte de reprodução Na tarde desta segunda-feira (16), um jovem peruano, de 18 anos, ligou para a Polícia Militar (PM-AC) para dizer que o advogado não o deixou sair do motel, o ameaçou de morte e o agrediu sexualmente. (Relembre o caso abaixo) Preso neste ato, o advogado foi condenado à prisão preventiva durante audiência de custódia nesta terça-feira (17) e encaminhado ao Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). Com a reação do advogado suspeito de morte à nova prisão, a atendente da loja Lucililla da Silva Matos, 51, mãe de David Weaverton, decidiu se manifestar e buscar justiça pela morte do filho. Ele disse que David foi encontrado morto no pátio do mesmo motel onde Alusio foi preso nesta segunda-feira. Na época, a Polícia Militar (PM-AC) informou que o gerente do estabelecimento disse que a vítima chegou acompanhada de outra pessoa, saiu do quarto de madrugada, andou na calçada e morreu. “Quando vi a detenção percebi que era a minha vez de falar e, embora não vá trazer o meu filho de volta, sinto que a justiça de Deus está a ser feita. Quero que ele pague pelo que fez ao meu filho”, criticou. David Waverton Matos Araujo foi encontrado morto em uma oficina siderúrgica de reprodução de motel em julho do ano passado. O corpo foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) e a perícia revelou que, além da overdose, a vítima sofreu traumatismo cranioencefálico devido a ferimentos profundos na cabeça. “Um relatório dizia que meu filho se cortou. Meu filho não se cortou (porque quis), tinha cicatrizes na perna. A morte dele também foi por traumatismo craniano, uma pancada forte na cabeça fraturou o crânio”, lamentou. Sem informações David Waverton não morava com a mãe na época do crime. Ela conta que o filho contou quase tudo, mas ela não sabia do envolvimento dele com Alusio. “Meu filho trabalhava como piercing e todo mundo gostava dele. Ele me contou tudo, mas eu não sabia se ele tinha um caso com o Alusio”, disse ela. A mãe lembrou que a família não soube imediatamente quem estava no motel com o filho e a polícia não divulgou a identidade do suspeito da morte. “Naquela época não divulgaram nenhuma informação. Até pensei: ‘Deve ser uma pessoa influente porque não saiu nada'”, acrescentou. Leia também: Advogado preso por estuprar e assaltar homem em motel do Acre Polícia apreende drogas na prisão do Acre Casa de advogado com maconha Vídeo: Advogado pego com maconha na bolsa e sutiã ao entrar na prisão do Acre Lucililla relembra a lei de David nas ruas dizendo que disse lei. Ele não a conhecia. Ele revelou que David foi questionado na delegacia sobre sua sexualidade. Lucililla da Silva Matos falou sobre a morte do filho em julho de 2025. Reprodução “Um policial perguntou se meu filho era gay e ele disse que não. A mãe explicou que ainda não tinha acesso ao celular e demais pertences do filho. “Naquela época, assinei uma declaração para desbloquear o celular e depois de muita luta, falaram que posso ir buscá-lo nesta quinta (19) depois do feriado de carnaval. Queria saber da bolsa, dos documentos que ele tinha”, declarou. Preso por estupro, a Polícia Militar chamou um rapaz de 18 anos, que estava com o advogado no motel, e inicialmente disse que ele havia sido assaltado. Alusio Veras foi levado à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) com ferimentos no rosto. Chegando ao local, a PM-AC encontrou o menino peruano e Alusio trancados no banheiro. A vítima, que acusou o advogado de agressão sexual e cárcere privado, disse à polícia que combinou um encontro com o advogado em um motel por meio de um aplicativo de namoro. A proposta, inicialmente, era consumir bebidas alcoólicas, porém, o advogado tentou fazer sexo. O delegado Samuel Mendes disse: “Chegando ao local, a polícia foi verificar a situação, falar com a direção e perguntar se está tudo bem. Isso era uma prioridade, mas, por segurança, todos os quartos foram contactados e quase todos atenderam, menos um. A PM-AC informou que a vítima chorava e respondia perguntas da equipe jurídica. A polícia tentou negociar para abrir as portas por um certo tempo, mas não conseguiu. A porta é arrombada e o grupo encontra o menino chorando dentro do box do banheiro e Alusio ao lado da pia. Devido a essa condição, a pessoa correu para o banheiro para tentar fugir, mas, ao tentar fechar a porta, o escritor forçou a entrada no banheiro e trancou-o. Eles foram detidos e mantidos em uma delegacia até a intervenção da Polícia Militar na situação”, disse.
