VARSÓVIA, 18 de fevereiro – A Polónia emitiu um mandado de detenção europeu para Marcin Romanowski, um antigo vice-ministro da Justiça a quem foi concedido asilo na Hungria, enquanto Varsóvia persegue antigos funcionários da era PiS acusados de abuso de fundos públicos, informou o PAP News, citando o Gabinete de Imprensa dos Tribunais de Varsóvia.
Em 2024, a Hungria irritou a Polónia ao conceder asilo a Romanowski, um ministro do partido nacionalista Lei e Justiça (PiS) que foi acusado de utilização indevida de fundos públicos.
O autoproclamado primeiro-ministro “iliberal” da Hungria, Viktor Orbán, é um aliado do PiS da Polónia, e ambos os países tiveram fundos da UE congelados devido a preocupações com o Estado de direito. O dinheiro para Varsóvia foi libertado depois de o governo de coligação pró-europeu do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, ter tomado posse em dezembro de 2023.
Tusk tem criticado fortemente as posições de Orban, especialmente em relação à guerra na Ucrânia e às políticas que a Polónia considera pró-Rússia. Ele também prometeu levar à justiça os funcionários do PiS acusados de irregularidades.
Budapeste também concedeu asilo ao alvo mais conhecido dos procuradores, o antigo ministro da Justiça Zbigniew Ziobro, que enfrenta 26 acusações, incluindo abuso de poder e liderança de um grupo criminoso organizado.
Ziobro e Romanowski afirmam ser vítimas de uma caça às bruxas política. A Hungria também acusou repetidamente o governo pró-UE que substituiu o PiS da Polónia de perseguir adversários políticos.
O governo de Tusk rejeitou as acusações de perseguição de opositores políticos, dizendo que defende o Estado de direito. Reuters
