
O ônibus que capotou na BR-153 com trabalhadores rurais não foi autorizado, a ANTT disse que o Ministério Público do Trabalho (MPT) acionou a Polícia Civil para acompanhar a investigação do acidente com o ônibus de trabalhadores rurais ocorrido na Rodovia Transbrasiliana (BR-153) em Marília (SP). Segundo Renata Ono, representante responsável pelo caso, uma auditora financeira da empresa foi procurada, pois detectou fortes indícios de infrações trabalhistas no emprego das vítimas. 📲 Participe do canal g1 Bauru e Marília no WhatsApp Na segunda-feira (16), o acidente aconteceu no trecho da BR-153 entre Ocau e Marília, no interior de São Paulo. Entre as irregularidades apontadas, a falta de contrato formal de trabalho e o recrutamento do grupo foi realizado por terceiro, o que poderia constituir mediação ilegal. O representante também destacou a vulnerabilidade dos trabalhadores: muitos tinham pouca escolaridade e alguns não sabiam para que cidade estavam sendo levados quando ocorreu o acidente. Suspeitas de trabalho em condições análogas à escravidão também estão sendo investigadas. Veículos capotaram no acostamento da BR-153 entre Ocaucu (SP) e Marília (SP). O g1 procurou a assessoria de imprensa da agência, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Seis pessoas foram confirmadas como mortas no local. A sétima vítima morreu na tarde desta terça-feira (17) após ser atendida no hospital. A vítima é uma mulher de 30 anos, identificada como Santana Barros de Oliveira. Um total de 45 pessoas ficaram feridas. Com eixo sem cinto de segurança, farol queimado e pneu faltando. O ônibus que transportava os trabalhadores rurais não tinha cinto de segurança, segundo relatos de sobreviventes à polícia, e seguiu viagem sem um pneu em um dos eixos. O motorista foi preso. O representante responsável pelo caso disse que um pneu estourou e o ônibus capotou. Antes disso, o motorista perdeu o controle da direção e o carro saiu da pista. Ônibus capotou na BR-153 entre Ocaucu (SP) e Marília (SP) Filipe Zampoli/TV TEM. Segundo a investigação, o ônibus já trafegava em estado irregular. Antes de o veículo entrar no estado de São Paulo, o motorista retirou um pneu de um dos eixos que já havia estourado e decidiu continuar com o outro pneu do mesmo eixo. Para os representantes, ao optar por continuar a viagem nessas condições, o motorista corria o risco de causar um acidente, pois a ausência de um pneu comprometia a estabilidade do veículo e o outro poderia ter contribuído para apresentar problemas. Além disso, o ônibus apresentava outras irregularidades, como pneus carecas e farol queimado. Sobreviventes também relataram que o veículo não tinha cinto de segurança. Trabalhadores itinerantes irregulares e não autorizados migram da região norte do Maranhão para Santa Catarina, onde trabalharão na coleta de maçãs. A viagem teve mais de 3 mil quilômetros de extensão. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para circular fretado interestadual. A empresa responsável pelo transporte veio do Maranhão e enviou um representante para registrar a ocorrência. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que o órgão também será investigado e poderá ser responsabilizado por irregularidades e insegurança veicular. “A questão da autorização para realizar a viagem e demais responsabilidades da empresa serão investigadas posteriormente no inquérito policial”, disse o representante. O motorista perdeu o controle do ônibus após um pneu estourar na BR-153, entre Ocaucu (SP) e Marília (SP). Ele ficou ferido no acidente e está internado sob escolta policial no hospital Das Clínicas. As audiências de custódia deverão ser realizadas após a alta médica. Além dele, outro motorista estava fazendo um desvio devido a uma longa viagem. G1 tenta se comunicar com as defesas do motorista. Segundo a Polícia Rodoviária Federal do acidente, o veículo capotou após um pneu estourar. Antes de capotar, o motorista perdeu o controle do ônibus e o veículo saiu da pista. Texto do plugin primário Dos 45 feridos, 26 foram resgatados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), 12 pela polícia local, seis pelo Corpo de Bombeiros e um pela ambulância da concessionária. A Polícia Civil confirmou a identidade de sete vítimas: Edilson da Silva Lima, 42 anos; Robson Rodríguez Alexandrino, 25 anos; Gonzalo Lisboa dos Santos, 33 anos; Antonio da Silva Nascimento, 47 anos; José Milton Ribeiro Reyes, 49 anos; Raimundo Nonato Sousa da Silva, 41 anos; Santana Barros de Oliveira, 30 anos. Segundo a Defesa Civil estadual, que acompanha o caso, os corpos já foram encaminhados ao Maranhão para sepultamento. O ônibus que transportava trabalhadores rurais capotou após um pneu estourar e deixou feridos. Mais de 40 feridos foram levados para Santa Casa, Hospital das Clínicas, Unimar, Hospital Materno Infantil de Marília e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo 11 para o Tribunal Superior; 8 pessoas para Santa Casa; 11 na UPA Norte; 10 para UPA Sul; 3 para Hospital Unimar; 2 para Hospital Materno Infantil; Total: 45 feridos. De acordo com o boletim médico divulgado pelo Hospital Das Klinikas nesta terça-feira (17), cinco pacientes estão em estado crítico na unidade, dois são considerados estáveis, outros dois estão em estado moderado e duas crianças de quatro e 13 anos estão estáveis no Hospital Materno-Infantil. Na Santa Casa, três pacientes estão internados na UTI com politraumatismos e estado crítico, e outros dois estão em tratamento na enfermaria com ferimentos graves. Em relação à transferência dos feridos para as Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte, bem como à sua internação no Hospital Unimar, não foram divulgadas informações atualizadas sobre seu estado de saúde. O Hemocentro de Marília divulgou comunicado solicitando doações de sangue para atendimento aos feridos do acidente e mais de 200 doações foram registradas desde o dia do acidente. A Prefeitura de Marília colocou à disposição dos sobreviventes os serviços da Casa de Passagem Cidada. Ônibus que transportava trabalhadores rurais capotou na BR-153 ‘Quando abracei meu pai, ele já estava morto’ José da Silva Reyes, operário que perdeu o pai no acidente, detalhou o momento de pânico. “(Éramos) eu e outro menino, meu pai estava logo atrás de mim. Só me lembro do momento em que rolou e eu já estava lá fora. Quando abracei meu pai, ele já estava morto”, disse à TEM TV. Após verificar como estava o pai, José viu que as outras vítimas ainda estavam vivas e tentou ajudá-las. Ele teve apenas um ferimento leve em uma das mãos. José da Silva Reyes perdeu o pai após acidente envolvendo ônibus na BR-153 Reprodução/TV TEM “Aí fui ajudar os outros meninos que estavam vivos com as coisas em cima deles. Além dele, Wagner da Silva Carvalho também falou sobre o acidente. “Eu estava dormindo. Aí, naquela hora, ouvi um barulho de pneus. Aí, aquele barulho de verdade, aí (nós) nos assustamos”, lembrou. “Aí o carro capotou. Aí, naquela hora, depois que ele capotou, eu não lembro de nada. Quando eu lembro, eu já estava no chão. Só lembro que quando eu estava lá dentro, fez aquela bagunça. Aí, depois, não lembro mais”, completou o trabalhador rural. Wagner da Silva Carvalho dormia quando o acidente aconteceu Reprodução/TV TEM Os pertences das vítimas ficaram espalhados na beira da estrada após o acidente na região de Marília Filipe Zampoli/TV TEM G1 Veja mais notícias da região em Bauru e vídeo de Marília: Veja reportagens da região