
Analisando o pedido no âmbito da Lei de Proteção Emergencial, o juiz percebeu que havia indícios de que o espólio já estava em posse do imóvel antes da ocupação pelos comerciantes. Um tribunal determinou a recuperação de uma área operada pelo antigo Hospital Santa Teresa, em Cuaba, devido a uma disputa judicial entre os herdeiros do imóvel do TJMT e os empresários que ocupam o local. Como resultado desta decisão, os ocupantes terão 15 dias para desocupar voluntariamente a área, incluindo a remoção de contentores, veículos e maquinaria. A decisão foi assinada pela juíza Adriana Santa’ana Cunningham, da Segunda Vara Cível – Vara Especializada de Direito Agrário de Cuiabá. A ação foi ajuizada pelo espólio de Emilson Miranda, representado pelo executor testamenteiro Sergio Dausacar Miranda, que alegou ter perdido a posse do imóvel. Segundo ele, a ocupação irregular começou em julho de 2024, quando foi feita a limpeza do terreno, colocação de contêineres e colocação de sinalização comercial. Por outro lado, os arguidos afirmaram que ocuparam a área com base numa cessão de direitos celebrada em 2023 com base num contrato de compra e venda assinado em 2001. Um empresário sustenta que está na posse pacífica do local desde novembro de 2023 e contesta a versão apresentada pelo espólio. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 MT no WhatsApp Assista a vídeos de tendências no g1 Na decisão, o juiz percebeu que a necessidade do chamado “novo poder” não foi comprovada, quando o ataque ocorreu há menos de um ano, porque há documentos que indicam a movimentação do site desde março de 2024. Como esse prazo já expirou, ele já expirou e indeferiu um pedido de liminar pelo procedimento mais rápido, chamado de procedimento especial ⚖️ DECISÃO Ao analisar o pedido no âmbito da Proteção Emergencial Lei, o juiz percebeu que havia indícios de que o espólio já estava em posse do imóvel antes da ocupação pelos comerciantes. Na decisão, destacou que testemunhas ouvidas no processo afirmaram que, até poucos anos atrás, o terreno estava devoluto e sob controle de herdeiros. O juiz lembrou ainda que a família já obteve decisões favoráveis em outras ações judiciais envolvendo a mesma área, reforçando a versão apresentada pelo espólio. O juiz também apontou o risco de prejuízos com a continuidade da operação comercial no local, que hoje funciona como pátio para revenda de veículos e aluguel de equipamentos. Caso não cumpram a decisão, poderá ser emitido um mandado de reintegração forçada, incluindo a autorização do uso da força policial.