Segunda-feira, 2 de março de 2026 – 16h12 WIB
Jacarta – Especialista em direito constitucional, Radian Sayam avalia o aumento das tensões envolvendo os Estados Unidos (Como)-IsraelE Irã Levanta questões fundamentais sobre a direção do sistema global.
Segundo ele, esta guerra levantou questões sobre se o mundo ainda se baseia na supremacia do direito internacional ou se está a caminhar para o domínio do poder.
No seu último livro intitulado Rowing Democracy in the VUCA Era (2025), Radian Syam enfatiza que a democracia hoje não navega em mar calmo.
“Está a mover-se no meio de ondas de volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (VUCA) que estão a criar um novo cenário global. O conflito geopolítico em rápida evolução mostra que a estabilidade internacional está a ser seriamente testada”, disse ele na sua declaração na segunda-feira, 2 de Março de 2026.
Segundo Radian Siam, o conflito entre países não é um fenómeno novo. As tensões regionais têm o potencial de criar efeitos dominó em todos os continentes, incluindo no sector da energia, no comércio internacional e na estabilidade dos mercados financeiros.
Do ponto de vista da teoria jurídica, o Radianismo refere-se às ideias de Hans Kelsen, que enfatiza que o direito é um sistema de normas que deriva legitimidade de uma estrutura hierárquica coerente.
No sistema internacional, estas normas básicas reflectem-se nos princípios do respeito pela soberania do Estado, da proibição do uso arbitrário da força e da obrigação de resolver litígios de forma pacífica.
Radian disse: “Quando as normas são respeitadas, a lei se torna a base da ordem. No entanto, quando as normas são interpretadas unilateralmente, a lógica da força torna-se mais forte”.
Ele acredita que as alegações de legítima defesa e os argumentos de segurança nacional existem frequentemente numa zona cinzenta entre a validade jurídica e os cálculos estratégicos.
Além disso, sublinhou que o conceito de soberania no direito internacional moderno já não é apenas um direito, mas também uma responsabilidade. Os Estados têm o direito de se defenderem, mas estarão sujeitos ao direito humanitário e aos princípios dos direitos humanos.
Em situações de crise, a liderança global precisa de ser capaz de equilibrar segurança e legitimidade.
Por outro lado, esta dinâmica não é apenas uma questão da região do Médio Oriente. Enquanto país que prossegue uma política externa independente e activa, a Indonésia tem um interesse estratégico em manter a estabilidade global baseada na lei.
Segundo Radian, o princípio da independência activa não é a neutralidade passiva, mas uma posição independente e construtiva no incentivo ao diálogo e a soluções pacíficas.
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Ele sublinhou que o compromisso com o multilateralismo e a ordem baseada em regras está em conformidade com o mandato constitucional da Indonésia de participar na construção de uma ordem mundial baseada na liberdade, na paz duradoura e na justiça social. Num mundo interligado, a perturbação da estabilidade regional pode ter um impacto directo nos interesses nacionais.


















