
Eclipse lunar total em setembro de 2025 no Cairo, Egito. ‘Lua de Sangue’. Reuters/Amr Abdullah Dalsh Na madrugada desta terça-feira (3), moradores de Rondônia poderão acompanhar um dos eventos astronômicos mais esperados do ano: um eclipse lunar que pode deixar a Lua com um brilho avermelhado, conhecido como “Lua de Sangue”. Um eclipse lunar ocorre quando a Terra está diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra no satélite natural. Este alinhamento ocorre apenas durante a fase de lua cheia. Um eclipse total ocorre quando a Lua entra na parte escura da sombra da Terra, chamada umbra – quando pode assumir uma tonalidade laranja-avermelhada. Leia mais: ‘Lua de Sangue’ pintará satélites de vermelho em 3/3, mas o Brasil verá apenas parte do evento no dia 3 de março, com eclipses totais no Leste Asiático, Austrália, Pacífico e partes da América do Norte e Central. Na maior parte da América do Sul, incluindo o Brasil, o evento será parcialmente visível. Que tal observação em Rondônia? Segundo o professor Ariel Adorno, do Clube de Astronomia da Universidade Federal de Rondônia (Unir), a Lua ficará visível no céu até por volta das 6h, horário em que o eclipse ainda está em andamento. Por estar localizado na região Norte, as condições em Rondônia serão um pouco mais favoráveis do que nos estados do leste brasileiro, mais a oeste do país. Quanto mais a oeste, maior será a porção visível do eclipse parcial. Como o evento ocorre ao amanhecer e ao anoitecer, partes do eclipse lunar podem ser vistas quando a Lua ainda está baixa no horizonte e depois ao amanhecer, quando o brilho do Sol dificulta a observação. Por que a lua fica vermelha? Mesmo coberta pela sombra da Terra, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar passa pela atmosfera terrestre e é dispersa, o mesmo processo que torna o céu azul durante o dia e vermelho ao pôr do sol. A atmosfera filtra comprimentos de onda mais curtos, como o azul, e desvia os tons avermelhados para permitir que alcancem a superfície lunar. Esse efeito é o que cria a aparência conhecida como “lua de sangue”. Segundo o professor Ariel Adorno, o termo é usado popularmente quando há duas luas cheias no mesmo mês. Se o evento coincidir com o perigeu – o ponto em que a Lua está mais próxima da Terra – o evento ganha ainda mais popularidade. Você precisa de proteção especial? não Ao contrário de um eclipse solar, um eclipse lunar não representa risco para a visão. Pode ser observado a olho nu sem necessidade de filtros ou equipamentos especiais. Binóculos e telescópios podem ajudá-lo a entender melhor os detalhes da superfície lunar e a progressão das sombras, mas não são essenciais. Para quem gosta de astronomia, o amanhecer promete ser uma boa oportunidade para ver o céu de Rondônia — principalmente em locais com menos luz artificial e horizontes mais abertos.

















