
Proprietário de transportadora de Ribeirão Preto é suspeito de roubar diesel da Petrobras O proprietário (SP) de transportadora de Ribeirão Preto, Wagner de Souza Leit, foi apontado pela Polícia Civil como responsável pelas operações logísticas de uma quadrilha suspeita de roubar combustível do gasoduto da Transpetro. Ele foi preso na manhã desta segunda-feira (2) na Operação Sangria. Outras seis pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no esquema criminoso. As investigações indicaram que o grupo, que atuava nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goas, causou prejuízos superiores a R$ 5 milhões à empresa. Cada um responderá por furto qualificado, peculato e organização criminosa. Segundo a polícia, Wagner se apresentava como figura central na implementação prática do esquema. Ele foi o responsável por disponibilizar uma frota de caminhões e caminhões-tanque, organizar movimentos e facilitar o transporte do combustível roubado. ✅ Clique aqui para acompanhar o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Wagner também recebeu dinheiro de atividades ilegais e redistribuiu dinheiro de acordo com diretrizes superiores. Seu filho, Wagner Silva Leite, investigado por suspeita de envolvimento no esquema criminoso, continua foragido. Além do dono da transportadora, Lerte Rodríguez dos Santos, foram presos um dos líderes da quadrilha, Marcelo Teixeira de Gouveia, dono de uma distribuidora na região de Campinas (SP), Paulínia (SP), Luis Ricardo Pedrozo da Silva, Paulo Henrique de Lima Silva, Emerson Clanillo e Carlinando Clanillo. Leia também Operação prende suspeitos de roubo de combustível de oleodutos e danos à Transpetro R$ 5 milhões em SP, MG e Geo Quem são e como funcionam? Ele foi preso em Ribeiro Preto. A defesa de Wagner disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que aguarda acesso total à investigação para se posicionar sobre o assunto. Wagner de Souza Leite e Calil Fernando Carneiro procuraram a defesa de outros presos na operação Divulgação/Polícia Civil EPTVO de Ribeirão Preto (SP) nesta segunda-feira (2), mas não obtiveram resposta até a última atualização desta reportagem. Os alvos da operação de segunda-feira eram suspeitos de soldar tubulações durante o crime, bem como caminhoneiros que compravam combustíveis e produtos roubados para empresas de distribuição. Em nota, a Transpreto informou que, entre 2024 e 2025, registrou um aumento no número de ataques criminosos a dutos operados pela empresa nos estados de São Paulo e Minas Gerais, e disse estar cooperando com a investigação. “A Transpetro coopera com as autoridades competentes, mantendo coordenação contínua com os órgãos de segurança pública, como as polícias civil e militar, o Ministério Público e o disque-denúncia”. A gangue tinha um núcleo bem definido. As investigações da Polícia Civil indicaram que a quadrilha estava dividida em pelo menos três núcleos: liderança, abastecimento e execução. Preso em Campinas (SP), Laerte Rodríguez dos Santos, o ‘Mineiro’, é apontado como chefe. Ele coordenou a organização criminosa e foi responsável por recrutar membros, estabelecer padrões consistentes para combustível roubado, aprovar remessas, direcionar locais de descarga e planejar novas operações. Também preso em Campinas, Marcelo Teixeira de Gouveia, sócio de uma empresa de transportes, é acusado de envolvimento na negociação de preços, ajuste de documentação e pagamento de valores relativos ao combustível transportado. Luis Ricardo Pedrojo da Silva, preso no Leme (SP), foi identificado como o responsável pela perfuração secreta do gasoduto. Preso em Goiânia (GO), o motorista Emerson Clayton Raminelli fazia parte da equipe de execução e atuava diretamente no transporte do combustível furtado. A polícia também investiga possível colaboração interna do vigilante Paulo Henrique de Lima Silva, suspeito de fornecer informações estratégicas ou facilitar ações criminosas. Ele foi preso em Monte Alegre (MG). Segundo Andre Baldocchi, representante do Grupo de Operação Sangria da Polícia Civil Operação Sangria da Polícia Civil por suspeita de roubo de combustível no gasoduto da Transpetro, do Departamento de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Prato, a quadrilha começou a monitorar em agosto do ano passado, após o roubo de um gasoduto entre Ribeirão Prato e Esphosovín (Cravín). As batidas policiais foram realizadas em pelo menos sete municípios: Ribeiro Preto, Campinas, Pollínia, Leme, Artur Nogueira (SP), Conchal (SP) e Jardinópolis (SP). Entre os mandados de busca desta segunda-feira, estavam em duas empresas de distribuição de combustíveis suspeitas de fazerem parte da cadeia de fluxo de mercadorias roubadas. Além disso, celulares e equipamentos de informática foram apreendidos e serão examinados. Ainda segundo Baldocchi, a operação visa não apenas atuar contra o esgotamento do combustível, mas também atuar contra os danos resultantes à infraestrutura dos dutos, aos impactos operacionais e aos riscos ambientais. “Estes são os tipos de crimes que causam enormes prejuízos à empresa, não só pelo roubo de combustível, mas também pela reparação destes oleodutos, pelo encerramento destes oleodutos, ou seja, há um risco enorme de desabastecimento além dos crimes ambientais.” Veja mais notícias da região no vídeo do G1 Ribeirão Preto e Franca: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região


















