Com a volta à agenda da celebração do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, os produtores rurais ocupam as estradas e ruas da França – chegam a jogar esterco nas fachadas dos prédios governamentais. Protestam contra a entrada de mais produtos agrícolas sul-americanos nos mercados europeus. Quem repercutiu a denúncia foi o CEO global da rede francesa Carrefour: em nota, o executivo disse que a carne de Marcos não atendia aos requisitos e padrões franceses e disse que o Carrefour não venderia mais carne desses países. A reação foi forte: seis entidades do setor assinaram nota de repúdio ao grupo francês; O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Favaro, e o presidente da Câmara, Arthur Lira, também criticaram o Carrefour; E a embaixada do Brasil na França emitiu comunicado pedindo retratação. Para explicar a pressão entre frigoríficos brasileiros e redes francesas, Natuja Neri entrevista a repórter do g1 Agro Paola Salati. E para contextualizar esta crise à luz da busca por um acordo entre o Mercosul e a UE, o palestrante é Leonardo Munhoz, pesquisador da FGV Agro e do Centro de Bioeconomia FGV.


















