Escritórios vandalizados
O partido no poder de Yoon disse que está a elaborar um “roteiro de demissão” que poderá levá-lo a abandonar o cargo em Fevereiro ou Março, antes de novas eleições, enquanto a oposição planeia organizar uma votação de impeachment todos os sábados.
Um dia depois de Yoon ter sido proibido de viajar para o estrangeiro, as autoridades proibiu mais altos funcionários de deixar o paísincluindo Cho Ji-ho, comissário-geral da Agência Nacional de Polícia Coreana, e dois outros altos funcionários da polícia, disse a polícia à AFP.
Já sob proibição de viajar estão os ex-ministros da Defesa e do Interior e comandante da lei marcial, General Park An-su, que, juntamente com outros altos funcionários, foi interrogado por legisladores em 10 de dezembro.
Yoon sobreviveu por pouco a um esforço de impeachment no Parlamento em 7 de dezembro, enquanto dezenas de milhares enfrentavam temperaturas congelantes para exigir sua destituição.
A moção falhou depois que membros do Partido do Poder Popular (PPP) do governo de Yoon boicotou a votaçãoprivando a legislatura da necessária maioria de dois terços.
Os escritórios dos legisladores do partido no poder estavam a ser vandalizados, informou a imprensa local em 10 de Dezembro, com uma imagem mostrando uma porta coberta com o que parecia ser ketchup, e ovos e farinha espalhados pelo chão.
Os manifestantes também enviavam flores de condolências aos escritórios, normalmente reservados para funerais, para expressarem a sua oposição ao boicote, com cartazes onde se lia “cúmplices da insurreição”.
A polícia local no distrito de Dobong, em Seul, disse à AFP que uma “arma” não especificada foi encontrada em frente à residência do legislador do PPP, Kim Jae-sub, e ele solicitou segurança adicional.
‘Segundo golpe’
Pelo menos várias centenas de manifestantes realizaram mais comícios no final de 10 de dezembro em frente à Assembleia Nacional, agitando bastões luminosos e segurando cartazes que diziam: “Impeach Yoon Suk Yeol, o criminoso da insurreição”.


















