VIENA (Reuters) – O governo conservador da Áustria disse nesta sexta-feira que está oferecendo aos refugiados sírios um “bônus de retorno” de 1.000 euros (1.050 dólares) para que retornem ao seu país de origem após a queda de Bashar al-Assad.
O chanceler conservador Karl Nehammer reagiu rapidamente à derrubada de Assad no domingo, dizendo no mesmo dia que a situação de segurança na Síria deveria ser reavaliada para permitir a deportação de refugiados sírios.
A deportação de pessoas contra a sua vontade não é possível até que se torne mais claro qual o rumo que a Síria está a tomar. Por enquanto, o governo austríaco afirmou que se concentrará nas deportações voluntárias. Também parou de processar os pedidos de asilo dos sírios, tal como o fizeram mais de uma dúzia de países europeus.
Tal como muitos conservadores na Europa, Nehammer está sob pressão da extrema direita, com os dois grupos parecendo muitas vezes tentar superar-se mutuamente em políticas de imigração que parecem duras. Os sírios são o maior grupo de requerentes de asilo na Áustria, um estado membro da União Europeia.
“A Áustria apoiará os sírios que desejam regressar ao seu país de origem com um bónus de regresso de 1.000 euros. O país agora precisa dos seus cidadãos para ser reconstruído”, disse Nehammer numa publicação em inglês no X.
Resta saber quantos sírios aceitarão a oferta. Com a companhia aérea nacional Austrian Airlines a suspender os voos para o Médio Oriente devido à situação de segurança, o bónus austríaco pode nem sequer cobrir totalmente as viagens.
Uma passagem só de ida em classe econômica dentro de um mês para Beirute, ponto de partida comum para quem vai por terra para Damasco, custa atualmente pelo menos 1.066,10 euros (US$ 1.120,58) na Turkish Airlines, segundo o site da empresa.
O Partido da Liberdade, de extrema-direita, da Áustria, ficou em primeiro lugar nas eleições parlamentares de Setembro, com cerca de 29% dos votos, mas, como não havia nenhum potencial parceiro de coligação, Nehammer está a liderar as negociações de coligação com os sociais-democratas e os neos liberais. REUTERS
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