CIDADE DO MÉXICO – O embaixador dos EUA no México rejeitou no sábado as alegações do presidente Andrés Manuel López Obrador de que os EUA são “co-responsáveis” pela violência no estado de Sinaloa, no oeste do país, onde mais de 50 pessoas morreram em uma guerra interna do cartel neste mês.
Duas facções rivais do poderoso Cartel de Sinaloa estão em conflito desde 9 de setembro, um conflito que pode ser rastreado até a prisão de alto escalão em solo americano do lendário traficante Ismael “El Mayo” Zambada, em 25 de julho.
Zambada alega que foi sequestrado no México e levado de avião para os EUA por Joaquin Guzman Lopez, um importante chefe do crime de uma facção rival do Cartel de Sinaloa que estava conversando com os EUA sobre a rendição.
O incidente tem tensionado as relações entre os dois países, com o México exigindo saber mais detalhes. A violência recente em Sinaloa matou pelo menos 53 pessoas, deixou 51 desaparecidas e paralisou muitas cidades.
López Obrador, que deve deixar o cargo no mês que vem, disse na quinta-feira que os EUA compartilham a responsabilidade pela violência por causa de sua “operação”, uma referência às negociações anteriores de rendição com Guzmán.
O embaixador dos EUA, Ken Salazar, que havia negado anteriormente que autoridades americanas estivessem envolvidas no suposto sequestro de Zambada, rejeitou o argumento do presidente mexicano.
“O que está sendo visto em Sinaloa não é culpa dos Estados Unidos”, disse Salazar em entrevista coletiva no estado de Chihuahua, no norte do país, acrescentando que os EUA não podem ser responsabilizados pelos “massacres que vemos em diferentes lugares”.
Salazar disse que disse à nova presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que a cooperação entre o México e os EUA terá que ser “forte e profunda” para lidar com os desafios de segurança.
As autoridades mexicanas disseram no sábado que outros 600 soldados chegaram a Sinaloa para ajudar a reforçar a segurança. REUTERS


















