PORTO PRÍNCIPE – O presidente queniano William Ruto, em visita ao Haiti, disse no sábado que estava aberto à conversão da missão anti-gangues do Quênia no país em uma operação completa de manutenção da paz da ONU.
Ruto visitou o Haiti para avaliar o progresso da missão de Apoio à Segurança Multinacional (MSS), onde o Quênia está desempenhando um papel de liderança para conter a violência desenfreada de gangues que tem causado anos de caos político e deslocamento em massa.
O mandato da missão MSS — inicialmente aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por 12 meses — deve expirar no início de outubro.
No início deste mês, a Reuters informou que o Conselho começou a considerar um projeto de resolução para estender o mandato do MSS e pedir à ONU que planeje torná-lo uma missão formal de manutenção da paz.
“Sobre a sugestão de transformar isso em uma missão de paz completa da ONU, não temos absolutamente nenhum problema com isso, se essa for a direção que o Conselho de Segurança da ONU quer tomar”, disse Ruto no sábado em Porto Príncipe.
Os Estados Unidos e o Equador circularam um rascunho de texto que renovaria o mandato do MSS por mais 12 meses e solicitaria à ONU que começasse a planejar a transição da missão do MSS para uma operação de manutenção da paz da ONU.
O conselho de 15 membros deve votar em 30 de setembro sobre a renovação do mandato.
Após o Conselho de Segurança aprovar a missão MSS, o Quênia enviou cerca de 400 policiais para Porto Príncipe em junho e julho, de um total esperado de 1.000. Um punhado de outros países juntos prometeram pelo menos mais 1.900 tropas.
No entanto, a eficácia da missão MSS tem sido criticada em meio a atrasos na mobilização de mão de obra e equipamentos vitais necessários para combater gangues poderosas.
Na sexta-feira, o especialista das Nações Unidas em direitos humanos no Haiti disse que a situação piorou, com cerca de 700.000 pessoas deslocadas internamente. REUTERS


















